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Quarta-feira, Fevereiro 8, 2023

Colheita do Milho, Cândido Portinari

Guilherme Antunes
Guilherme Antunes
Licenciado em História de Arte | UNL

“Colheita do Milho”, de Cândido Portinari. O legado pictórico de Portinari imbuído, essencialmente, de uma visão histórico-social de um povo, o seu, é uma das mais notáveis realizações da História da Pintura.

«Vim da terra vermelha e do cafezal. As almas penadas, os brejos e as matas virgens acompanham-me como o espantalho. Que é o meu auto-retrato. Todas as coisas frágeis e pobres se parecem comigo».

«O alvo da minha pintura é o sentimento. Para mim, a técnica é meramente um meio. Porém, um meio indisfarçável».

«Não pretendo entender de política. As minhas convicções, que são fundas, a elas cheguei por força da minha infância pobre, da minha vida de trabalho e luta, e porque sou um artista. Tenho pena dos que sofrem, e gostaria de ajudar a remediar a injustiça social existente. Qualquer artista consciente sente o mesmo».

O legado pictórico de Portinari imbuído, essencialmente, de uma visão histórico-social de um povo, o seu, é uma das mais notáveis realizações da História da Pintura. À qual, permitam-me, que deixe um incentivo sincero de futura observação.


Informação adicional

Artista: Cândido Portinari
Título: Colheita do Milho
Criação: 1959
Períodos: Expressionismo


Nota da Edição

Cândido Portinari 1903-1962

Companheiro de poetas, escritores, jornalistas, diplomatas, Portinari participou da elite intelectual brasileira em uma época em que se verificava uma notável mudança da atitude estética e na cultura do país.

Além de retratar as questões sociais de seu país, Portinari foi influenciado pelos movimentos artísticos da Europa como o Cubismo e o Surrealismo.

Grande admirador de Picasso, após conhecer a obra Guernica, as suas obras começaram a apresentar um carácter de denúncia das questões sociais do Brasil.

O seu interesse foi desde o início criar uma pintura baseada nos tipos brasileiros.

A escalada do nazi-fascismo e os horrores da guerra reforçaram o carácter social e trágico da sua obra, levando-o à produção das séries “Retirantes” e “Meninos de Brodowski”, entre 1944 e 1946, e à militância política, filiando-se no Partido Comunista Brasileiro e candidatando-se a deputado, em 1945, e a senador, em 1947.


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