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Sexta-feira, Janeiro 21, 2022

Dinheiro da droga. 670 mil milhões foram branqueados

A HSBC logo is seen above the entrance to a HSBC bank branch in New York City

Enquanto as autoridades pretendem suprimir o cash para combater a fraude, o branqueamento de capitais e o terrorismo, vigiados pelo Tracfin (organismo competente do Ministério da Economia e Finanças francês), os grandes bancos branqueiam milhares de milhões através de simples transferências bancárias. Os laços entre o HSBC e o dinheiro da droga vieram recentemente a lume.

Um novo processo alega que certas vítimas terão pago com a própria vida a cumplicidade do HSBC com cartéis mexicanos.

Quem acusa o HSBC é Richard Elias. Após uma dezena de anos a trabalhar como assistente do Procurador dos Estados Unidos no Departamento de Justiça, Richard Elias fundou o seu próprio pequeno escritório em St Louis. Enquanto Procurador Federal, dirigiu as suas investigações sobre as práticas do JP Morgan Chase & Co.,em matéria de hipotecas, antes da crise. Estas investigações terminaram num acordo amigável sem precedentes, num total de 13 mil milhões de dólares. É realmente bom.

Richard Elias apresentou recentemente uma queixa contra o HSBC em nome das famílias de três vítimas de ataques “terríveis” levados a cabo pelos cartéis mexicanos. Segundo o processo, “o HSBC terá deliberadamente ajudado os cartéis, em especial os de Sinaloa, Juarez e Los Zetas, graças a uma cultura generalizada baseada na inconsciência e corrupção, resultante de deficientes planos anti-branqueamento de dinheiro.”

Elias afirma:

“O mundo deve conhecer a ligação directa entre esta terrível violência de massa exercida pelos cartéis e as instituições financeiras que os ajudam a prosperar. Enquanto os cartéis continuam a praticar estas atrocidades em todo o México, em especial contra as vítimas americanas, o HSBC facilita o branqueamento de milhares de milhões de dólares provenientes desses cartéis, sendo uma instituição financeira priveligiada. Decidi iniciar este processo para que o HSBC responda por esta cumplicidade nestes crimes terríveis”.

“O PDG do HSBC México foi advertido, no início de 2008, por um alto responsável do combate ao branqueamento de capitais de que se suspeitava que 60 a 70% do dinheiro branqueado no México passava pelo HSBC”.

E acrescentou:

“Para o HSBC, 2008 foi um ano recorde em matéria de depósitos em US dólares, efectuados em dinheiro, nas suas agências por todo o México.”

“Segundo os documentos do governo, entre 2006 e 2010, os funcionários do banco no México aceitaram depósitos de centenas de milhares, talvez mesmo de milhões de dólares americanos, dando sinais evidentes de branqueamento de dinheiro, especialmente nos depósitos em dinheiro efectuados por pessoas que não tinham quaisquer fontes de rendimento identificáveis, entregues em caixas que correspondiam às dimensões de um balcão de banco.”

“Dado que a filial do banco americano tinha atribuído ao México a notação de “baixo risco”, 670 mil milhões de dólares de transferências bancárias transitaram pelo HSBC México sem qualquer vigilância!”

“Os bancos gostam de imitar a sua concorrência de modo a garantir que não lhes faltará qualquer lucro potencial. Se um banco se deixa apanhar numa situação delicada, como agora o HSBC, podem apostar que não terá sido o única a recorrer a este tipo de práticas – apenas que foi apanhado com a mão na massa.. As más práticas mudam mas não páram…”

Fonte: Chronique Agora

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