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Segunda-feira, Agosto 8, 2022

Eleger Lula para o sol voltar a brilhar para todas as pessoas

Marcos Aurélio Ruy, em São Paulo
Marcos Aurélio Ruy, em São Paulo
Jornalista, assessor do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo

Portanto, quem acredita, como eu, na construção da sociedade socialista, neste momento trava a batalha pela eleição de Lula, por ser fundamental derrotar o fascismo.

O debate político começa a esquentar. Faltam apenas quatro meses para a eleição, que definirá o futuro do país. E assim trazer a democracia de volta, com diálogo transparente, um Estado forte e políticas em favor dos interesses nacionais e do trabalho decente. E com isso, devolver o fascismo ao esgoto, de onde nunca deveria ter saído.

Como disse o meu irmão, José Carlos Ruy (1950-2021), nós fazemos a história, só não escolhemos como, porque “a história é um carro alegre, cheio de um povo contente, que atropela indiferente todo aquele que a negue”, como cantam Chico Buarque e Pablo Milanés. Com Cazuza, cresce a certeza de que “o tempo não para” e, com Geraldo Vandré, a importância de ter “a certeza na frente”, como qualquer marxista sempre tem.

Mas não devemos nos contentar com a história oficial, contada nos livros escritos pelos donos do poder. E sim com a história das lutas do povo, da resistência à escravidão, da luta pela terra até os nossos dias, com a resistência ao fascismo e ao neoliberalismo, destruidores do mundo, da natureza e de vidas.

Realmente, a resistência nunca cessa, num país dominado por muito tempo por oligarquias e ainda hoje pela mentalidade escravocrata e pela ideologia patriarcal opressora. Vivemos em um sistema excludente por natureza. Não há igualdade sob o capitalismo.

A ideologia patriarcal procura manter incólume o Estado opressor. E atualmente domina a ideia do Estado mínimo para os mais pobres, mas o Estado máximo para os muito ricos, que se apropriam verdadeiramente de quase toda a riqueza produzida.

É nesse estágio do capitalismo que somente no Brasil mais de vinte milhões de pessoas não têm nada para comer. Outras 120 milhões comem pouco enquanto 1% da população enriquece muito com a desgraça desses milhões.

Elineudo Meira/Fotos Públicas

Portanto, quem acredita, como eu, na construção da sociedade socialista, neste momento trava a batalha pela eleição de Lula, por ser fundamental derrotar o fascismo e dessa forma voltarmos a respirar livremente, como tento respirar, mesmo sob a onda avassaladora do ódio e da política do medo, da total insegurança.

Neste artigo, em tom de desabafo, busca-se refletir sobre a importância vital das eleições deste ano para respirarmos liberdade, saúde, educação, cultura, ciência, esporte, lazer. Respirar para viver, não apenas sobreviver. Como o atual sistema impõe à classe trabalhadora a luta pela sobrevivência, tentando impedi-la de raciocinar e, com isso, desejar a mudança. Mas a vitória se aproxima.

A luta é para recolocar no debate a ideia da solidariedade, do afeto, da generosidade, da justiça. Lutamos contra o ódio, a misoginia, o racismo, a LGBTfobia. Lutamos pela cultura da paz, do respeito. Respeito à infância, à juventude e a todas, todos e todes. Lutamos para construir o mundo novo.

Uma luta com a certeza de que “o sol há de brilhar mais uma vez/A luz há de chegar aos corações/O mal será queimada a semente/O amor será eterno novamente”, como cantam Nelson Cavaquinho e Guilherme Brito.

E garantir nunca desesperar porque “o jeito é cavucar a Estrutura/como água mole em pedra dura/Cavucar e sonhar – Vai-Vai/Um dia a casa grande cai” (Língua do pê, de Antônio Carlos Queiroz – ACQ).


Texto em português do Brasil

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