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Domingo, Novembro 28, 2021

EUA e Turquia apoiam Estado Islâmico na Síria

siria

Quem o afirma, em entrevista à Sputnik, é o director do departamento de informação do exército da Síria, general Samir Suleiman.

“Os Estados Unidos apoiam o EI e investem em terrorismo. A maior prova disso é o incidente, no qual (as forças aéreas dos EUA) atacaram os destacamentos das tropas sírias em Deir ez-Zor, abrindo caminho para o EI abrir ofensiva contra o aeroporto militar”, disse o general.

Quanto à Turquia, destacou que Damasco não enfrenta o país de forma directa, “mas através do combate com os grupos armados”.

“Toda vez que o nosso exército enfrenta grupos terroristas em todas as regiões do país, e principalmente em Alepo, isso significa um combate, mesmo que indirecto, com a Turquia. Tudo porque Ancara oferece total suporte a esses grupos: com armas, pessoas, especialistas, que por sua vez participam dos combates”, disse o interlocutor da agência.

O general classificou as atividades dos dois países na Síria de agressão e de intervenção em assuntos internos sírios. “Não há nenhuma coordenação entre nós com a Turquia e os EUA. Não há e não pode ser. Consideramos as acções desses dois países no norte da Síria uma intervenção nos nossos assuntos internos. De agressão e de intervenção, que estamos enfrentando, ao combater os militantes terroristas”, afirmou o general.

Afirmou, ainda, que o exército da Síria “enfrentará todas as tentativas de invasão por parte de terceiros países”.

Ao comentar a possibilidade de ampliar as operações nos bairros tomados pelos terroristas em Alepo, o general sírio disse que o “exército não revelará todos os seus planos”. No entanto, salientou ser difícil a acção militar nessa parte da cidade, “pois os terroristas usam todos os prédios residenciais como abrigo”.

“A data do fim da operação não foi determinada. Podemos confirmar que a operação continua e que ela não terminou… Isso não significa, entretanto, que a operação no momento está na mesma fase de actividade que no início. Em acções militares existem sempre determinadas fases, que dependem das condições em campo e, às vezes, da situação política”, explicou o militar.

“Quando os nossos amigos russos quiseram instaurar um cessar-fogo — possivelmente no âmbito de certos acordos internacionais — o exército sírio demonstrou entendimento e acedeu à trégua por alguns dias e horas. Quando essas tréguas terminam, a operação militar continua e não pára mais”.

O general sírio deposita grande esperança na cooperação com a Rússia e manifestou certeza de que uma vitória é possível. “O nosso povo e o nosso exército adquiriram certeza plena de que, com a ajuda russa, essa luta chegará ao fim. A vitória sobre o terrorismo será uma vitória comum dos exércitos russo e sírio”.

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