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Terça-feira, Outubro 26, 2021

Fim

João Vasco AlmeidaFinda este dia 16 de Junho de 2016 a minha participação como cronista deste belíssimo projecto que é o Jornal Tornado. São 138 textos que vos escrevi, uns maus outros sofríveis, um pequeno punhado que nos fizeram felizes.

Se fossem semanais teríamos chegado quase aos três anos de cartas, das quais recebi diariamente o vosso carinho, critica justa, apoio ou indiferença. Por duas vezes, quando toquei na corda católica apostólica romana, lá veio o insulto e até, como se pode ver por essa maravilha que é o facebook, a ameaça de denúncia à PJ e o dealbar de um processo…

Tudo isto provou a liberdade desta publicação: o Tornado não se abala com críticas, antes tem a dimensão da alma de quem o faz e defende princípios que já rareiam na jornaleira nacional.

Não vos deixo como aos 17 se deixa o namorado chato para agarrar o namorado da moto. Pelo contrário. Ficava a escrever umas abaladíças e a beber convosco o vinho bom da discussão. Mas a vida segue e o nosso reencontro terá tempo e lugar.

Por isso curvo-me, neste fim,  muito mais pelos que leram, lêem e vão ler o Tornado do que por nós, que o fizemos ou faremos.

Um dia, ao tentar perceber o que era esse mistério da Internet, o Afonso Praça disse-me uma das mais preciosas regras de ser jornalista: “O teu leitor é mais importante que o teu patrão. Se o leitor te respeitar, o teu patrão bem te pode despedir, que os afectos são do respeito que o leitor te tem”. Mais ou menos isto, que cito de memória, pois já lá vão 20 anos.

A verdade é que os que escrevem estão para os leitores como eu estava nos bailes de aldeia: agarrado ao Fruto Real, a ver se catrapiscava uma gaiata, raramente com sucesso.

Agradeço, muito, a todos os que tiveram pachorra para ler, compartilhar e mandar mensagens – boas e más.

Foi bonita a festa.

Um abraço a todos

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