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Sábado, Junho 22, 2024

França proíbe pesticidas com glifosato e taloamina

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Aquela entidade já enviou cartas aos fabricantes dos pesticidas a informar que pretende retirar os produtos do mercado.

A Anses analisou produtos contendo glifosato e taloamina, na sequência de um alerta da Agência Europeia de Segurança Alimentar sobre a subida exponencial dos riscos do glifosato para a saúde quando combinado com a taloamina.

“Não é possível garantir que composições que contêm glifosato e taloamina não acarretem efeitos negativos para a saúde humana”, disse Françoise Weber, vice-diretora-geral da Anses, à Reuters.

O glifosato é um ingrediente comum em pesticidas como o Roundup, da Monsanto, e tem sido alvo de debates acalorados. Um dos mais polémicos teve lugar em 2015, após uma agência da Organização Mundial de Saúde (OMS) ter classificado o glifosato como provavelmente cancerígeno.

No entanto, e apesar de diversos países europeus terem já restringido severamente o uso do glifosato – como a Holanda, Dinamarca e agora a França -, a União Europeia decidiu renovar a autorização de licença do produto durante mais sete anos.

A ministra francesa do Meio Ambiente, Ségolène Royal, vem fazendo pressão para uma proibição de produtos à base de glifosato em toda a UE.

 

Glifosato é um dos químicos mais usados em Portugal

Há menos de duas semanas, a Assembleia da República portuguesa votou contra três projectos de resolução, apresentados pelo BE, PAN e Os Verdes, que visavam a proibição do uso do glifosato em Portugal.

Segundo a associação ambientalista Quercus, “a situação em Portugal é particularmente grave”, pois, “em 2012, aplicaram-se no país, para fins agrícolas, mais de 1400 toneladas de glifosato, e esse consumo tem vindo a aumentar: entre 2002 e 2012, o uso de glifosato na agricultura mais do que duplicou”, indica um comunicado no site daquela organização.

13090352_950842238318897_717209121_nSegundo o mesmo texto explicativo, “um dos impactos concretamente identificados pela IARC – Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro – foi entre a exposição ao glifosato e um cancro do sangue: o Linfoma não Hodgkin (LNH)”.

De acordo com a Quercus, “muito embora não se possam atribuir todos os casos deste cancro a uma única substância, é relevante que Portugal apresente, dos 41 países europeus para os quais a IARC sistematiza informação, uma taxa de mortalidade claramente superior à média da União Europeia: é o sétimo país europeu onde mais se morre de LNH”.

A organização de protecção do ambiente refere ainda que o glifosato é comercializado em Portugal “em diferentes formulações, por empresas como a Monsanto, Dow, Bayer e Syngenta, entre outras”, sendo também vendido “livremente para uso doméstico em hipermercados, hortos e outras lojas e, lamentavelmente, usado com abundância por quase todas as autarquias para limpeza de arruamentos”.

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