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João de Sousa

Quinta-feira, Janeiro 20, 2022

Há 36 anos “Call Me” dos Blondie era Nº1

BLONDIE 1
Single da banda americana faz parte da banda sonora do filme ‘American Gigolo’

Em 1980, a new-wave dominava a cena musical, depois do forte abanão provocado pelo punk. Ao ar desalinhado, mal-educado, provocador, das bandas punk, sucedia gente com ar limpinho, bem vestidos, com penteados elaborados e ar arrogante. Mas também com uma sonoridade bem mais trabalhada do que o característico “um-dois-três” do punk-rock. Canções dançáveis, com guitarras ligeiramente distorcidas e vozes de embalar eram, então, a chave para o provável sucesso. Uma receita que serviu na perfeição a uma das mais talentosas bandas dos anos 80 – os Blondie, a que se juntou a invulgar sensualidade física e vocal da cantora Debbie Harry.

CALL ME - BLONDIEFaz esta Segunda-feira, 1 de Fevereiro, 36 anos que o grupo nova-iorquino chegava a Nº1 do Top de singles norte-americano como tema “Call Me” – uma posição que manteve durante seis semanas, cotando-se mesmo como o single mais vendido nos EUA durante todo o ano de 1980. Para o sucesso desta canção muito contribuiu o facto dela ser o principal tema da banda sonora do filme “American Gigolo”, realizado por Paul Schrader e com Richard Gere como protagonista, que foi um enorme sucesso de bilheteira.

Se falamos dos Blondie, de imediato pensamos na loira cantora da banda, a carismática Debbie Harry. Mas os Blondie são uma banda fundada em Nova Iorque em 1974, que lançaria o seu primeiro single – “X Ofender” – em 1976, em plena “revolução” punk. Mas o sucesso global para o grupo só iria surgir em 1980, com “Call Me” (ver vídeo). Contudo, a banda era já uma grande referência para os melómanos, sobretudo a partir da edição do excelente álbum “Parallel Lines”, em 1978. Um disco que tirou a banda dos clubes undergrounds de Nova Iorque, colocando-a numa prateleira do melhor pop/rock que então se produzia.BLONDIE 2

Muito graças ao talento e chame de Debbie Harry a banda coleccionou sucessos até à edição do seu sexto LP – “The Hunter” -, que coincidiu com a dissolução da banda. Debbie Harry prosseguiu uma carreira a solo na música (mas também como actriz) mas, sobretudo, ficou em casa a tratar do seu companheiro e guitarrista Chris Stein, a padecer de uma doença de pele muito rara, a pênfigo, que o obrigava a viver em casa, na penumbra, sem contacto com a luz solar.

Curado Chris Stein, a banda voltou a reunir-se em 1997, lançando um notável “Maria”, que teria grande êxito, chegando mesmo a liderar o Top Ten britânico, precisamente 20 anos depois de outra grande canção do grupo, “Heart of Glass”, ter tido igual sorte. Actualmente, os Blondie continuam em actividade, dando concertos, sobretudo em festivais de Verão. O seu último disco, o álbum duplo “Blondie 4(0) Ever”, é um “best of” dos 40 anos da banda. Contudo, poderá estar na forja a gravação de um novo disco de originais.

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