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Segunda-feira, Outubro 25, 2021

Kremlin admite atentado terrorista no Airbus

Lufthansa_Airbus_A320-211_D-AIQT_01Moscovo admitiu pela primeira vez, esta Terça-Feira, que a catástrofe do Airbus russo que caiu no Egipto foi provocada por um ataque terrorista. O presidente Vladimir Putin prometeu represálias na Síria, enquanto as autoridades egípcias informaram ter detido dois suspeitos que trabalhavam no aeroporto de Sharm el-Sheik.

A informação sobre a causa do atentado foi transmitida pelo chefe do Serviço Federal de Informação da Rússia (FSB),Aleksandr Bortnikov, ao presidente Vladimir Putin. “Podemos afirmar inequivocamente ter-se tratado de um acto terrorista”, disse Alexander Bornitkov, citado pelo website oficial do Kremlin.

O Serviço Federal de Informação prometeu uma recompensa de 50 milhões de dólares a quem forneça “informações que permitam deter os criminosos”.

O presidente russo anunciou que, em resposta ao atentado, ordenou a intensificarão dos ataques aéreos na Síria, onde Moscovo conduz desde 30 de Setembro operações militares com os caças e bombardeiros russos.

“A acção militar da nossa aviação na Síria, não só deve ser continuada, como também intensificada, para que os criminosos percebam que a punição é inevitável”, frisou Putin.

Na reunião que manteve com o presidente russo, Alexander Bornitkov explicou que uma bomba improvisada, carregada com 1kg de Trinitrotolueno explodiu durante o voo, provocando a fragmentação do avião no ar e provocando a morte dos 217 passageiros e dos sete tripulantes. O Airbus A321 fazia o trajecto entre Sharm el-Sheik e São Petersburgo quando se despenhou na península do Sinai, no dia 31 de Outubro.

As autoridades egípcias anunciaram entretanto a detenção de dois empregados do aeroporto de Sharm el Sheikh, suspeitos de ter ajudado a introduzir a bomba no avião.

Os serviços secretos britânicos e americanos tinham avançado a informação de que a causa do acidente foi um atentado terrorista, mas esta tese não foi admitida oficialmente pelo Kremlin até agora, apesar de Vladimir Putin ter ordenado no dia 5 de Novembro a suspensão dos voos das companhias russas para o Egipto, dando instruções para repatriar os cidadãos russos, uma medida que foi proposta por Alexander Bortnikov.

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