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Terça-feira, Novembro 30, 2021

Marcelo recusa apoio partidário mas campanha não dispensa militantes do PSD

Marcelo
Apesar do candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa afirmar que é independente de qualquer partido político, a verdade é que a campanha eleitoral é organizada e acompanhada por militantes do PSD em cada local por onde passe.

Foi o que aconteceu, a semana passada, na região Oeste. Na Quinta-feira, 14 de Janeiro, quando Marcelo esteve em Torres Vedras, a comitiva que o acompanhava era composta por figuras locais do PSD. Estiveram com ele Duarte Pacheco, deputado e ex-presidente da Distrital de Lisboa-Oeste, e José Damas Antunes, actual presidente da Distrital.

Outros dirigentes locais do partido “laranja” marcaram presença em apoio ao candidato. Entre eles, só de Torres Vedras, destacavam-se Marco Claudino, presidente da Concelhia; Luís Sousa Lopes, ex-presidente da Concelhia, antigo vereador da Câmara e actual líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal; e Hugo Martins, antigo presidente da Concelhia e actual vereador torriense.

Marcelo Rebelo de Sousa esteve em Torres Vedras a visitar o Campus Neurológico Sénior, uma unidade de saúde privada dedicada a doenças neurológicas degenerativas. O candidato ficou a conhecer as várias valências daquela entidade, desde a área residencial à reabilitação. Por onde passava interagia com os doentes que encontrava, ora conversando, ora participando nos jogos que os utentes faziam como terapia.

Em declarações aos jornalistas, no final da visita, defendeu que o processo de aprovação do Orçamento de Estado para 2016 deve ser acelerado, de modo a apanhar ainda o mandato do actual Presidente da República. “Tudo o que seja acelerar é bom, porque em vez de entrar em vigor mais tarde entra em aplicação mais cedo”. Mas se o documento for parar às mãos do novo Presidente, cuja tomada de posse está marcada para 9 de Março, se for ele o eleito, fará “os possíveis e os impossíveis para que o Orçamento tenha pés para andar”.

Sobre o défice de 2015, desdramatizou o impacto da intervenção pública no Banif, dado que se trata de uma situação excepcional e acredita que a União Europeia terá isso em conta. “No fundo não é um problema de gestão orçamental ordinária, é um problema excepcional que não se esperava que existisse, portanto não vamos agora entrar em preocupação injustificada”, disse.

A seguir Marcelo Rebelo de Sousa seguiu para a Lourinhã, onde discursou para cerca de 300 pessoas numa sessão pública, já na companhia da mandatária para o Oeste, Guta Moura Guedes. Na sua intervenção respondeu aos que dizem “que campanha tão esquisita que o homem está a fazer, a aparecer sozinho, sem séquitos à frente e atrás”, mas isso acontece porque “não estão a perceber o filme”, disse o candidato, ao defender a sua cumplicidade natural com os portugueses.

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