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João de Sousa

Sábado, Julho 20, 2024

Novas provas de massacre de dezenas de pessoas por grupo armado rohingya

Novas provas reveladoras de que o grupo armado ARSA massacrou dezenas de pessoas no estado de Rakhine, em Myanmar, estão documentadas no recente briefing da Amnistia Internacional sobre o tema.A organização de direitos humanos documenta novas provas que revelam que o grupo armado Exército de Salvação Rohingya de Arracão (ARSA) é responsável por pelo menos um e potencialmente dois massacres, com o total de até 99 mulheres, homens e crianças hindus mortos, além de mais mortes ilegais e raptos, em Agosto de 2017, no estado birmanês de Rakhine.

Um grupo armado rohingya munido de espadas e pistolas é responsável por pelo menos um e potencialmente dois massacres de até 99 mulheres, homens e crianças hindus, assim como de mais outras mortes ilegais e raptos de aldeões hindus em Agosto de 2017, revela novo relatório da Amnistia Internacional intitulado “Attacks by the Arakan Rohingya Salvation Army (ARSA) on hindus in Northern Rakhine State” (Ataques do Exército de Salvação Rohingya de Arracão contra hindus no Norte do estado de Rakhine), feito no estado birmanês de Rakhine.

Com base em dezenas e entrevistas realizadas em Rakhine e do outro lado da fronteira de Myanmar com o Bangladesh e em provas fotográficas analisadas por patologistas forenses, a organização de direitos humanos documentou como combatentes do Exército de Salvação Rohingya de Arracão (ARSA) semearam o medo entre hindus e outras comunidades étnicas através destes ataques brutais.

A nossa mais recente investigação no terreno traz à luz informações muito necessárias sobre os pouco averiguados abusos de direitos humanos cometidos pelo ARSA durante a indescritível e sombria história recente no estado de Rakhine”

Massacre de Kha Maung Seik

Bina Bala (na fotografia), uma mulher de 22 anos, que sobreviveu ao massacre, descreveu à Amnistia Internacional o que se passou naquele dia.

empunhavam facas e longas barras de ferro. Ataram-nos as mãos atrás das costas e vendaram-nos. Perguntei-lhes o que estavam a fazer. Um respondeu: ‘Tu e os rakhine são a mesma coisa, têm uma religião diferente, não podem viver aqui. Ele falava a língua . Quiseram saber o que possuíamos e depois bateram-nos. Acabei por dar-lhes o meu ouro e o meu dinheiro”.

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