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João de Sousa

Sábado, Outubro 23, 2021

O que dizem os candidatos…

Presidenciais 2016

Marisa Matias

“Nunca foi tão clara a diferença entre esquerda e direita”

Presidenciais 2016: Marisa MatiasSocióloga. 39 anos. Natural de Alcouce, Coimbra. Doutorada na área do ambiente e da saúde pública e investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Eurodeputada desde 2009. Marisa Matias é a candidata mais jovem à Presidência da República.

No último dia da campanha presidencial, em entrevista ao esquerda.net, afirma que o pleno emprego “deve ser um desígnio nacional” e aproveita para criticar a actuação da coligação de Passos e Portas. “Aquilo a que assistimos nos últimos anos foi a uma generalização da precariedade: contratos sem direitos, aumento do desemprego”, recorda ao acrescentar que “é preciso lutar pelas condições de vida de quem vive em Portugal, combatendo a precariedade, que está a roubar ao país a sua geração mais qualificada”.

Sobre os poderes da Presidência da República entende que o chefe de Estado “não precisa de mais poderes do que aqueles que tem”, mas destaca a capacidade única que existe “para dar voz e pôr em diálogo sectores que foram completamente esquecidos ao longo dos últimos anos.”

Marisa Matias defende ainda que as relações internacionais “não podem continuar a ser o campo por excelência do silenciamento e da hipocrisia” e assume que “ninguém pode ficar calado” – seja dentro ou fora do espaço europeu – quando a democracia e os direitos democráticos “são atacados”.

Sobre princípios constitucionais, como o da igualdade entre os cidadãos, fala de duas realidades contrárias na aplicação do IMI: A dos proprietários de casa para habitação e a dos fundos de investimento da banca “que detêm casas unicamente para especulação e têm uma isenção de 50 por cento no pagamento do Imposto”

Pode ler a entrevista na íntegra em:

http://www.esquerda.net/artigo/marisa-matias-nunca-foi-tao-clara-diferenca-entre-esquerda-e-direita/40861

 

Henrique Neto

“Não sou o candidato do sistema

Presidenciais 2016: Henrique NetoHenrique Neto, o empresário e ex-deputado do PS, de 70 anos, avançando embora como independente para estas eleições, deixou logo expresso na sua candidatura um certo “desgosto e preocupação pelos candidatos do sistema” (Marcelo Rebelo de Sousa, Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém), por “não terem tido a coragem e a integridade suficientes para se distanciarem dos partidos políticos que os apoiam”.

Em entrevista à TVI, recordou a Pedro Pinto que “era previsível este impasse” após as eleições legislativas de 5 de Outubro, apontando, desde logo, baterias para o ainda Presidente, Cavaco Silva, que, no seu entender, “teve uma posição muito institucional, muito afastada” e errou porque deveria ter percebido “qual era a melhor forma de ter um governo de estabilidade formado pelos dois partidos mais votados”.

Referiu ainda a falta de informação para o cidadão “sobre a aliança formada pelos três partidos se esquerda” que não fora formalizada antes das eleições. Mas, ainda assim, concluiu que, se fosse Presidente, teria dado posse ao actual governo.

http://www.tvi.iol.pt/programa/jornal-das-8/53c6b3903004dc006243d0cf/videos/–/j8–videos/video/561eb7890cf2bf1ee22ed29b/1

 

Sampaio da Nóvoa

A minha característica principal foi sempre a capacidade de construir consensos

Presidenciais 2016: Sampaio da NóvoaProfessor universitário e com uma vida ligada à educação, Sampaio da Nóvoa candidata-se ao cargo de Presidente da República para demonstrar que “a educação é o motor da liberdade”. Aos 60 anos, o antigo Reitor da Universidade de Lisboa considera ter o perfil ideal para assumir um cargo de “grande responsabilidade e legitimidade”.

Numa entrevista ao I online, Sampaio da Nóvoa apresenta-se como independente e garante que quer “uma relação mais directa com os portugueses” embora admita não entrar em “jogos partidários”. “Se a interventivo estiver subjacente uma intervenção sistemática no jogo partidário, na tentativa de criar outros equilíbrios partidários, eu serei o Presidente menos interventivo do mundo. Se o interventivo quer dizer que me vou misturar na governação, constituir novos partidos, esqueça. Zero”, afirmou na altura.

Sampaio da Nóvoa assegura ainda que não será “o patrocinador de equilíbrios partidários”, embora se confesse “um homem de esquerda”. “O meu lugar, as coisas porque me bati ao longo da minha vida, vêm do lugar da esquerda. Mas a minha característica principal foi sempre a capacidade de construir consensos”.

http://www.ionline.pt/389368

 

Cândido Ferreira

“Há muitos militantes que queriam a minha candidatura

Presidenciais 2016: Cândido FerreiraO candidato Cândido Ferreira, que informou no seu site de campanha estar bem, “sem qualquer apoio partidário nem financiamento de ninguém”, fez saber desde cedo que seria ele o candidato mais bem posicionado para derrotar Marcelo Rebelo de Sousa. No entanto, mesmo sendo o único que “trata por tu” António Costa, não conseguiu evitar que nas últimas sondagens lhe coubesse o último lugar, com menos de 1% das intenções de voto.

“O partido aparece sem referências e há muitos militantes que apoiam e queriam apoiar a minha candidatura, mas como não sou pau mandado de ninguém nem defendo os interesses do partido, logicamente passei ao lado desses apoios que seriam fundamentais para vencer Marcelo Rebelo de Sousa”, referiu ao JN, já na derradeira semana de campanha.

Uma das suas bandeiras tem sido a suspeição em torno da vida académica de Sampaio da Nóvoa, relativamente ao curso da Escola Superior de Teatro e Cinema, alegando, contudo, que esse “é um problema do professor Sampaio da Nóvoa, do Ministério da Educação e dos portugueses, já não é comigo”.

http://rr.sapo.pt/noticia/4448 /candido_ferreira_nao_sou_pau_mandado_de_ninguem_nem_defendo_os_interesses_do_ps

 

Jorge Sequeira

“Não quero capitalizar nada disto”

Presidenciais 2016: Jorge SequeiraJorge Sequeira, licenciado em Psicologia pela Universidade do Porto, interrompeu as suas palestras empresariais sobre liderança e motivação pela campanha à Presidência da República Portuguesa. Um balanço que o próprio apelida de “excepcional”. “Estou radiante. Nunca imaginei que tivesse tantas pessoas que me abraçam, cumprimentam e desejam boa sorte”, confessou.

Em entrevista à Renascença fez passar a ideia de esperança. “Se sou eu ou não essa luz de esperança, , o que é certo é que muita gente me abraça e diz vá, vá em frente, sabemos que não tem aparelho, que não tem partido, mas tem a força da convicção e a alma de um povo que quer a mudança”, afirma.

Ainda assim, o psicólogo parece não encarar a política como profissão de futuro. “Não vim para a política, passei por aqui agora, não quero capitalizar nada disto para o que quer que seja. É um acto de cidadania puro e altruísta.” Até porque, para este candidato, um bom resultado será saber que “algumas pessoas saíssem de casa para votar”.

http://rr.sapo.pt/noticia/44471/jorge_sequeira_nao_podemos_fazer_diferente_com_pessoas_iguais

 

Edgar Silva

“Não há vencedores antecipados”

Presidenciais 2016: Edgar SilvaNatural da Madeira, Edgar Silva é o candidato escolhido pelo PCP para as próximas eleições presidenciais. Licenciado em teologia pela Universidade Católica Portuguesa, Edgar Silva chegou mesmo a exercer as funções de padre e foi responsável por diversos projectos sociais, principalmente na Madeira.

Aos 53 anos, Edgar Silva embarca neste “projecto Ímpar”, uma candidatura que considera “indissociável do colectivo que a impulsiona e inseparável da memória viva, de uma longa história de resistência e projecto”. Numa entrevista ao Portugal Digital, o candidato coloca os problemas dos trabalhadores e da dignificação do trabalho como enfoque principal, destacando também a importância da soberania e independência nacionais.

Para Edgar Silva, vencer as eleições é “atingir os objectivos políticos” a que se propôs, “derrotando o candidato da direita – Marcelo Rebelo de Sousa”. “Não há vencedores antecipados”, refere. Caso tal aconteça, o candidato do PCP garante que é fundamental que “o Conselho de Estado funcione e contribua com as suas opiniões e reflexões”, algo que “o consulado de Cavaco Silva congelou”.

http://www.portugaldigital.com.br/politica/ver/20100289-eleicoes-presidenciais-a-entrevista-de-edgar-silva

 

Marcelo Rebelo de Sousa

“Os meus adversários são os problemas dos portugueses”

Presidenciais 2016: Marcelo Rebelo de SousaProfessor na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa há 43 anos, Marcelo Rebelo de Sousa é um dos candidatos mais mediáticos, depois de uma colaboração de mais de quatro décadas com jornais, rádios e televisões.

Foi um dos fundadores do PPD-PSD, partido do qual é o militante nº3. Contudo, durante esta campanha eleitoral para as eleições presidenciais, por diversas vezes, Marcelo Rebelo de Sousa tentou fazer esquecer essa ligação ao partido.

Em entrevista ao DN, o candidato garante que, caso seja eleito, “não criará atrito nem ruído com outros órgãos de soberania” já que, a seu ver, “o Presidente ser contrapoder dá mau resultado”. “É uma questão de sensatez e de prudência, que ainda é mais premente numa altura em que têm todos de remar no mesmo sentido, a ver se saímos da crise”.

Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda que não vê nenhum dos outros candidatos como “verdadeiros adversários”. “Os meus adversários são os problemas dos portugueses”, reforçou, acrescentando que está convencido que ganha as eleições à primeira volta, “com base nas sondagens existentes”.

http://www.dn.pt/portugal/interior/o-presidente-ser-contrapoder-da-mau-resultado-4970946.html

 

Paulo Morais

“Deputados são cúmplices da corrupção”

Presidenciais 2016: Paulo de MoraisNasceu em Viana do Castelo. 53 anos. Professor Universitário. Ficou conhecido como vereador do urbanismo na autarquia de Rui Rio e foi militante do PSD até 2013, altura em que, confessa, “perdeu a esperança” de que o partido se regenerasse. O pormenor de carreira não o impede de defender que é o único candidato “livre e independente”.

O candidato a Belém assume não confiar no Parlamento e considera que os chefes de Estado têm sido reféns do poder económico. Em entrevista ao 360 da RTP3, em Dezembro, Paulo Morais afirma que a política está actualmente dominada por interesses económicos, e não poupa críticas aos últimos chefes de Estado e aos deputados. “Cavaco Silva tinha como director de campanha o presidente de um dos maiores fundos de investimento imobiliário português”, refere.

Quanto aos representantes na AR, acrescenta, ou são corruptos ou compactuam com a corrupção. “Na AR há dois tipos de deputados: há os que andam a fazer negócios e há um conjunto deles que apesar de não estarem envolvidos em corrupção, como não querem perder o lugar de deputado, acabam por não afrontar os interesses económicos. Mas cúmplices são todos”.

http://www.rtp.pt/noticias/eleicoes-presidenciais-2016-entrevistas-e-debates/paulo-morais-promete-forcar-o-parlamento-a-legislar-contra-a-corrupcao_v881392

 

Vitorino Silva

“O cargo de PR está muito longe das pessoas”

Presidenciais 2016: Vitorino SilvaEx-presidente da Junta de Rans, concelho de Penafiel, é calceteiro desde os 15. Vitorino da Rocha e Silva tem 44 anos.

O candidato do povo, como se auto-define, disse, esta semana, à Renascença, que a sua candidatura prova que “qualquer cidadão pode chegar à varanda de Belém”. Sente que “o povo está com o Tino” e que se houver segunda volta a sua “luta será contra a abstenção”.

A abertura à participação de cidadãos em listas fora dos partidos, à Assembleia da República, tem sido uma das suas ideias centrais. O candidato garante que tudo fará “para que não sejam os partidos a ter o monopólio dos lugares do Parlamento” e acrescenta que quer estar próximos das pessoas. “O cargo do Presidente da República está muito longe das pessoas e eu quero aproximar”, garante.

http://rr.sapo.pt/noticia/44619/vitorino_silva_qualquer_cidadao_pode_chegar_a_varanda_de_belem

 

Maria de Belém

“Portugal está muito fragilizado”

Presidenciais 2016: Maria de BelémEx- presidente do PS e antiga ministra da Saúde. 66 anos. Nasceu no Porto. Maria de Belém Roseira chegou a afirmar que se distingue dos restantes candidatos à esquerda pelo vasto currículo de serviço público.

A candidata à Presidência da República declarou ao Diário de Notícias que estava em melhores condições para ter também votos à direita. Sobre Marcelo, que considera ser o seu adversário na corrida a Belém, sublinhou: “do ponto de vista ideológico, é o único candidato que se situa à direita, todos os outros se situam à esquerda, dentro de um espaço político que é mais ou menos partilhado”.

À pergunta do DN sobre se Portugal estava melhor ou pior que em 2011, Maria de Belém respondeu que o país “está muito fragilizado” do ponto de vista social e económico. Explicou que as suas formas de avaliação são pelos indicadores sociais e económicos e criticou: “estamos pior do ponto de vista da pobreza, do desemprego, da vista da capacidade da economia para respirar, do investimento externo”.

http://www.dn.pt/portugal/interior/estou-em-melhor-posicao-para-ter-votos-tambem-a-direita-4967397.html

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