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João de Sousa

Quarta-feira, Outubro 27, 2021

Os viciados no trabalho caíram em desgraça…

Paulo Vieira de Castrohttp://www.paulovieiradecastro.pt
Autor na área do bem-estar nos negócios, práticas educativas e terapêuticas. Diretor do departamento de bem-estar nas organizações do I-ACT - Institute of Applied Consciousness Technologies (USA).

Os Workaholics sacrificam a vida privada com o único objetivo de financiar um estilo de vida de sonho, relegando – tantas vezes – para segundo plano a qualidade das relações, a família, tentando compensar estas faltas através do acesso a ambientes exclusivos ou pelo status.

As dificuldades de relacionamento criadas em torno do referido padrão de intensificação do trabalho criou um novo estilo de vida ligado a um certo sucesso, também ele viciante. Mas, isto compromete os níveis de felicidade e vitalidade dos funcionários, E, ainda, a rentabilidade das organizações.

Na defesa da saúde mental e psicológica dos seus recursos humanos, algumas das empresas mais responsáveis são agora obrigadas a rastrear as contas de email profissionais dos funcionários que acedem ao trabalho a partir do exterior, isto é fora do horário de trabalho. Do mesmo modo muitas destas viram-se na obrigação que desligar os sistemas energéticos 30 minutos após a hora do fecho da empresa, obrigando os trabalhadores a abandonar o expediente.

A terminar, deixo-vos com os índices da OCDE referentes a 2015 onde se apresenta a média anual de horas de trabalho por país. Facilmente poderão concluir que os países mais conscientes são aqueles em que cada individuo trabalha em média menos horas.

Horas trabalhadas

Média anual de horas de trabalho por trabalhador, 2015

Fonte: OCDE (2017), horas trabalhadas (indicador)

Mestre Agostinho da Silva avisou-nos que o ser humano não nasceu para trabalhar, nasceu para criar, para ser o tal poeta à solta. Ele não podia ter mais razão. Para trabalhar estão aí as máquinas, os robots, a inteligência artificial.

Conclusão, trabalhar vai ficar fora de moda?

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