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João de Sousa

Sábado, Setembro 18, 2021

PSD e e CDS vivem dias de desespero

Debate do Dia da Europa.Pedro Passos Coelho e Paulo Portas estão à beira de um ataque de nervos. Foram completamente apanhados de surpresa com a possibilidade de não continuarem a ser Governo e de António Costa não ceder a um acordo à direita em nome da governabilidade. Só contaram os votos da vitória eleitoral e nem sequer pensaram numa alternativa constitucional que nem o presidente Cavaco Silva pode apagar.

E quando a coligação Portugal à Frente (PàF) começava já a escolher ministros e secretários de Estado, o líder do PS, António Costa, avançou com uma reviravolta de reuniões produtivas com PCP, PEV e BE. Na primeira reunião de Costa com a coligação, nem propostas de convergência, nem vontade de as produzir. Passos Coelho e Portas ainda contavam com as divergências no seio do PS para ganharem vantagem. Mas nem isso chegou para demover Costa e esta semana instalou-se o pânico na PàF.

Passos Coelho e Paulo Portas estão agora desesperados para reverter o jogo de quem governa com quem e enviaram já as 20 propostas num documento chamado “facilitador de um compromisso entre a Coligação Portugal à Frente e o PS para a governabilidade de Portugal”. E enquanto Costa analisa o documento, saíram a público declarações de vários responsáveis de organismos financeiros ou económicos afectos ao PSD a alertar para os perigos de uma coligação à esquerda.

Segundo apurámos, os dirigentes do PSD e do CDS, bem como as suas bases de apoio, estão agora dispostos a ceder em muitas matérias que até 4 de Outubro eram intocáveis. Tudo o que puder tentar convencer António Costa a mudar o leme rumo ao centro-direita. Na próxima reunião vão colocar o líder do PS numa posição muito difícil e usar todos os argumentos possíveis para obterem um acordo de governo liderado pela PàF.

Do outro lado, o das esquerdas, também estão preparados para guerra. E não aceitarão que após a abertura feita ao PS, Costa mude de rumo. Sentir-se-ão usados e traídos.

O futuro do próximo Governo está decididamente nas mãos de António Costa, tal como o seu próprio futuro político num PS que entretanto se calou a ver quem sobrevive nesta guerra da governabilidade.

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