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Domingo, Outubro 17, 2021

Seridó Cine mostra o Nordeste em festival online e de graça

Marcos Aurélio Ruy, em São Paulo
Jornalista, assessor do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo

Totalmente online e de graça, começou nesta segunda-feira (8), a primeira edição do Seridó Cine – Festival Audiovisual.

Até o sábado (13), quando ocorrerá a cerimônia de premiação às obras concorrentes do concurso “Filme na Mão”, serão premiadas por um júri popular, com voto diretamente pelo site do festival e da crítica por um júri formado pela Associação dos Críticos de Cinema do Rio Grande do Norte.

Foram 325 produções inscritas, das quais foram selecionadas 51 obras, divididas em cinco mostras competitivas: Mostra RN Ficção (11), Mostra RN Doc (11), Mostra Curta Arretada (11), Mostra Arretada (8) e Mostra Clip (10). Obras ficcionais, documentários e curtas estão à disposição para quem se propor a sair do lugar comum com objetivo de ampliar o conhecimento sobre este imenso país.


Saiba tudo sobre o Seridó Cine no site oficial


Os organizadores destacam a forte expressão cultural da região do Seridó, no interior do Rio Grande do Norte e a força do cinema contemporâneo nordestino, com grandes obras como BacurauAquarius, A Vida InvisívelCine Holliúdy, entre tantos outros filmes importantes para a cinematografia nacional.

Como afirma a coordenadora da curadoria do festival, Priscilla Urpia, “é fundamental para o audiovisual brasileiro a continuidade das produções da região do Nordeste, evidenciando o potencial e alcance de obras que ultrapassam territórios”.

Uma grata surpresa ao assistir o longa Aponta pra Fé ou Todas as Músicas da Minha Vida (2020), de Kalyne Almeida. O filme paraibano remonta à máxima do Cinema Novo “uma câmera na mão, uma ideia na cabeça”, sem nenhuma nostalgia, no entanto. A influência do movimento dos anos 1960-70 é sentida no plano sequência e na temática popular. Mais detalhes em outra matéria que será feita sobre esse filme, onde se destaca a importância do projeto Ponto de Cultura para a cultura popular e a resistência à destruição capitalista.

A cineasta paraibana Kalyne Almeida compete com uma obra impecável

Por causa da pandemia, o Seridó Cine ocorre totalmente online e quem ganha é o público que tem a oportunidade de assistir sem pôr a mão no bolso a filmes que dificilmente farão parte do circuito comercial nos grandes centros. Vale a pena conferir essa obra citada e todas as outras.


Texto em português do Brasil


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