Diário
Director

Independente
João de Sousa

Quarta-feira, Maio 22, 2024

Ela Wiecko demite-se do cargo de vice-PGR

ela-wiecko

 

Ela Wiecko proferiu esta afirmação em entrevista telefónica à revista Veja, depois de ter sido questionada sobre a participação em uma manifestação contra o impeachment de Dilma Rousseff, em Portugal.

Na mesma entrevista, Ela Wiecko classificou o processo de impeachment de Dilma Rousseff como “um golpe” e declarou que “tem muita gente dentro da instituição” que pensa como ela; com a sua saída, abre-se uma crise no Ministério Público e a crise institucional brasileira sobe mais um degrau.

Em nota enviada à imprensa, a PGR confirmou que “Ela Wiecko pediu dispensa das funções do cargo de vice-procurador-geral da República”. Rodrigo Janot já assinou a portaria de exoneração da procuradora.

Recentemente, a vice de Rodrigo Janot foi notícia na imprensa por ter aparecido em um vídeo de uma manifestação a favor de Dilma em Portugal. Na entrevista, afirma que a sua participação foi como cidadã, não como procuradora; e disse não se arrepender de ter participado. “Eu estava de férias, em um curso como estudante.”, disse.

Quando questionada sobre a dificuldade em separar a cidadã da sua atividade na PGR, respondeu com irritação: “Eu não posso falar nada? Não posso ter nenhuma liberdade de manifestação? (Isso) é um pouco exagerado, né?”

E acrescentou, sobre o momento e a situação política que se vive no Brasil: “Eu acho que, do ponto de vista político, é um golpe, é um golpe bem feito”. À pergunta, se era um golpe com a participação do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria Geral da República, da qual ela faz parte, respondeu: “Aí tem que ser uma conversa muito mais comprida”.

“Tem muita gente que pensa como eu dentro da instituição”, disse Ela Wiecko. “Eu estou incomodada com essas coisas que estão acontecendo no Brasil. Acho que não foi da melhor forma possível”, comentou.

Sobre Michel Temer, a número 2 de Rodrigo Janot declarou: “Pelas coisas que a gente sabe do Temer, não me agrada ter o Temer como presidente. Não me agrada mesmo. Ele não está sendo delatado? Eu sei que está. Eu não sei todas as coisas a respeito das delações, mas eu sei que tem delação contra ele. Então, não quero. Mas as coisas estão indo”.

Receba a nossa newsletter

Contorne o cinzentismo dominante subscrevendo a nossa Newsletter. Oferecemos-lhe ângulos de visão e análise que não encontrará disponíveis na imprensa mainstream.

- Publicidade -

Outros artigos

- Publicidade -

Últimas notícias

Mais lidos

- Publicidade -