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Terça-feira, Maio 24, 2022

Congresso do CDS: Portas fecha ciclo e abre janela do futuro

Joaquim Ribeiro
Joaquim Ribeiro
Jornalista

CongressoCDSPortas

O primeiro dia do 26º Congresso do CDS, que decorre em Gondomar, fica marcado pela despedida de Paulo Portas como líder do partido. Num discurso emocionado, Portas fez um balanço final da sua liderança e frisou a “transição ordenada” para aquela que será a nova presidente, Assunção Cristas.

Considerou a mudança uma “sucessão natural” e apelou aos militantes centristas que não percam demasiado tempo a discutir lugares, porque o mais importante é haver um CDS renovado em clima de unidade. “A partir de amanhã eu serei apenas um de vós e esse sentido de pertença é uma grande honra”, disse o líder cessante logo a abrir o seu discurso no Multiusos de Gondomar e depois do visionamento de um vídeo com imagens do percurso de Portas.

Presidente do partido desde 1998, Paulo Portas não falou apenas da vida interna do CDS. No seu discurso criticou o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e apelou que se evite “a tendência para a judicialização da relação entre Portugal e Angola”.

Sobre o seu futuro na política preferiu não falar muito. “Qualquer especulação superior a seis meses é no mínimo um atrevimento”, afirmou, terminando com o pedido de que não se preocupassem com a resposta à eterna pergunta: “O que vai fazer Paulo Portas daqui a dez anos?”.

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