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Quinta-feira, Maio 30, 2024

Crianças do 1º Ciclo das Caldas aprendem Jazz

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Aulas de Jazz, Desenho de Cartoons, Suporte Básico de Vida, Mandarim e Yoga são algumas das inovações que fazem parte da oferta educativa nos jardins-de-infância e escolas do 1º Ciclo do ensino público das Caldas da Rainha. Até 26 de Novembro estão a decorrer as aulas de Jazz, nas escolas do 1º Ciclo de A-dos-Francos e Alvorninha.

O programa intitulado “@prender.mais-CR” teve início este ano lectivo e vai para além de disciplinas habituais como o Inglês, a Música e a Ginástica. Estão ainda incluídas as áreas de Higiene Postural, a Sensibilização e Educação Ambiental, Educação para a Saúde e Alimentação Saudável. A ideia passa por promover experiências que convidem a um desenvolvimento mais profundo e pleno das crianças.

Com este projecto, a Câmara das Caldas, em colaboração com os agrupamentos escolares do concelho e outras entidades locais, pretende que as crianças se conheçam melhor a si mesmas, que ganhem gosto por essa viagem ao interior de si, ao mesmo tempo que ganham confiança para experimentar e incorporarem competências que depois se traduzem em mais capacidades pessoais, inteligência emocional, sociabilidade e, consequentemente, em melhores resultados escolares.

As aulas de Jazz resultam de uma parceria com a CulturCaldas, entidade gestora do Centro Cultural e de Congressos das Caldas das Rainha que promoveu recentemente o festival “Caldas Nice Jazz”.

O músico e professor Jorge Mendonça Oliveira, responsável pelas aulas, explicou que “o que se tenta fazer nesta oficina é, de uma forma lúdica e sem necessariamente explicar tudo o que se está a fazer, levar os miúdos a ter um contacto prático com aquilo que são os elementos fundamentais do jazz, que possam experimentar o que é improvisar”.

“Vamos desenvolvendo uma série de exercícios muito variados, desde a construção de instrumentos, a improvisação vocal e rítmica, com instrumentos, que trabalham uma série de aspectos essenciais mas de uma forma brincalhona”, acrescentou. Para Jorge Mendonça Oliveira, mais relevante do que perceber exactamente a teoria ou os conceitos do jazz – aspectos que também são abordados – importa que “os miúdos tenham a experiência física”.

Segundo o músico, umas crianças gostam mais de cantar, outras de tocar e há quem goste mesmo é do processo de construção dos inusitados instrumentos, feitos a partir de materiais tão banais como tubos, garrafas, paus de vassoura, baldes e arames. Por exemplo, o “contrabalde”, feito com um balde, um pau de vassoura e um arame esticado, fascina pela sonoridade próxima do contrabaixo.

Gisela Carvalho, professora das turmas do 3º e 4º ano da escola Básica de A-dos-Francos, não participa nos exercícios da oficina, mas partilha do entusiasmo das crianças e sublinha a importância da actividade. “Neste tipo de trabalho os alunos estão muito concentrados, desenvolvem capacidades auditivas, rítmicas e também de respeito pelos colegas para poderem ouvir. E isso é transversal a todas as aprendizagens que se fazem na escola. É uma mais-valia muito enriquecedora e tem sido um trabalho muito positivo a todos os níveis”.

Paralelamente, para cerca de duas centenas de alunos do 5º ano, a Câmara das Caldas está também a promover, até 24 de Novembro, um workshop de Arqueologia e Património. Para que tenham a experiência do “trabalho de campo” as crianças têm a possibilidade de experimentar alguns dos processos e métodos arqueológicos, nomeadamente a simulação de uma escavação arqueológica, metodologias de escavação com ferramentas próprias para a actividade, lavagem de materiais, respectiva marcação e inventário de peças.

Na visita ao gabinete de arqueologia da autarquia poderão ser observadas algumas das peças cerâmicas e as ossadas humanas descobertas durante os trabalhos arqueológicos que foram realizados durante as obras da Praça da República.

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