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Terça-feira, Janeiro 18, 2022

Diário Económico pode estar a caminho da insolvência

DE
A direcção do Diário Económico pediu à administração do jornal uma solução breve para o projecto, defendendo não estarem reunidas as condições para “continuar a assegurar produtos com a qualidade habitual”, revelou a Lusa.

Segundo o Jornal de Negócios, a administração admite pedir a insolvência da empresa, embora prometa pagar os vencimentos de Dezembro até final do corrente mês.

A TSF, por seu turno, adianta que a administração admitiu à Comissão Instaladora da Comissão de Trabalhadores a possibilidade de partir para a insolvência, face à ausência de uma resposta do comprador.

A comissão propôs que fossem apresentados cenários e respectivas implicações desta solução até Quinta-Feira de manhã.

 

Jornalistas com salários de Dezembro e Janeiro em atraso

Num comunicado publicado esta Terça-Feira, a “direcção editorial solicita à administração que encontre, no mais breve período de tempo, uma solução para o projecto editorial do Económico e para a direcção do mesmo”.

A direcção acrescenta que a redacção “não tem condições para continuar a assegurar produtos com a qualidade a que os leitores e telespectadores do Económico estão habituados”.

O comunicado acrescenta que “o Económico, nas diferentes plataformas – jornal, site e televisão -, tem enfrentado nos últimos meses sérios constrangimentos financeiros e operacionais”, em referência à existência de salários em atraso e à saída de profissionais, escreve a Lusa.

A TSF adianta ainda que o administrador Gonçalo Faria de Carvalho reiterou, no encontro desta Terça-Feira, à Comissão Instaladora da Comissão de Trabalhadores, “a intenção de pagar os ordenados relativos a Dezembro até ao final deste mês, apresentando nessa altura o plano para pagar os salários de Janeiro”.

Recorde-se que o banco Haitong está mandatado para vender o jornal, decorrendo um processo de negociações.

Em Janeiro passado, a administração do Diário Económico chegou a acordo com as Finanças para o levantamento de uma penhora sobre as receitas do jornal. A penhora foi implementada em Dezembro do ano passado e, de acordo com o Expresso, terá sido dada a marca do jornal como garantia para o seu levantamento.

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