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João de Sousa

Quarta-feira, Dezembro 8, 2021

Dualismo

Delmar Gonçalves, de Moçambique
De Quelimane, República de Moçambique. Presidente do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora (CEMD) e Coordenador Literário da Editorial Minerva. Venceu o Prémio de Literatura Juvenil Ferreira de Castro em 1987; o Galardão África Today em 2006; e o Prémio Lusofonia 2017.

Poemas de Delmar Maia Gonçalves

“Dualismo”

Trazemos
connosco
o peso do bem
e do mal
Dentro de nós habitam
o paraíso
e o inferno
que disputam predomínio
Somos
os misteriosos
peões da partida de xadrez
que um todo-o-poderoso
joga tranquilamente.

“Corvos de mau-agoiro”

Corvos
de mau agoiro
pululam
por solos impolutos
onde reinam
Abutres
e Hienas!

“Era uma vez…”

Era uma vez…
enchi meu coração de pedra
Depois abri-o
quando voltei a vê-lo
as pedras estavam
inundadas de tudo
meu coração chorava!

“Céu invisível”

Quando
meu amor chora
guardo suas lágrimas
num pedaço de céu
invisível.

“Emprestado”

Moro emprestado
na esfera do caos
Incógnito e mascarado
permaneço.

“Hipocrisia”

Vivemos versos
que são reversos
dos nossos versos.

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