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Domingo, Fevereiro 25, 2024

Eduardo Gageiro lança novo livro e inaugura exposição

Joaquim Ribeiro
Joaquim Ribeiro
Jornalista

O fotógrafo Eduardo Gageiro lançou mais um livro sobre Torres Vedras, o segundo, com textos de Andrade Santos, tal como o primeiro, editado em 2003. O centro histórico da cidade volta a ser o tema.

Há 14 anos o Andrade Santos telefonou-me a convidar para fazer um livro sobre a cidade de Torres Vedras. Hesitei, porque nestas coisas esperam sempre postais ilustrados. Mas depois o presidente da Câmara convenceu-me porque aceitou a minha condição: liberdade absoluta para fotografar” Disse Eduardo Gageiro na apresentação da obra.

O fotógrafo considera este segundo livro bastante diferente do primeiro. A principal marca das fotos de Eduardo Gageiro são o elemento humano. Quase todas elas têm pessoas, como se pode conferir na exposição, patente até 15 de Setembro, nas três galerias do edifício dos Paços do Concelho.

Eduardo Gageiro: “fotografar com humanidade”

“Há quem faça um livro de fotografia num fim-de-semana”, disse o fotógrafo em tom crítico, para acrescentar que “para fotografar com humanidade, como eu gosto de fazer, é preciso sentir os locais, ir lá muitas vezes, conhecer as pessoas, conquistar a confiança delas para que fiquem desinibidas e só depois as fotografo”.

Do primeiro livro, “Torres Vedras por Eduardo Gageiro: viagem no centro histórico”, saiu a exposição que inaugurou a galeria Paços, em 2003. Na altura o álbum reproduzia o quotidiano do centro histórico da cidade. O novo livro, “Viagem no Alfazema e Choupal”, mostra momentos que enquadram a nova paisagem daquela zona da cidade torriense depois das obras de requalificação, sempre com o elemento humano presente.

Andrade Santos, autor dos textos, contou que o projecto partiu do presidente da Câmara, Carlos Bernardes, e depois estendeu-se a uma vasta equipa de técnicos da autarquia para a produção desta segunda obra. O escritor e sociólogo avançou mesmo que, na sua opinião, Eduargo Gageiro e Sebastião Salgado são os dois fotógrafos que no mundo melhor conseguem captar a alma dos lugares. Sobre o texto disse que “para mim, escrever sobre Torres Vedras e o Choupal é doloroso, pela história que tem, pela importância para a sociedade torriense e porque é um território onde passei a minha infância”.

Carlos Bernardes elogiou o trabalho desenvolvido por Andrade Santos e Eduardo Gageiro. “É uma obra de excelência”, afirmou o presidente da Câmara, que agradeceu a todos os que trabalharam na produção do novo livro, destacando o facto de estar em três línguas: português, francês e inglês.

 

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