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Domingo, Outubro 17, 2021

Geopolítica ao jantar

José Mateus
Analista e conferencista de Geo-estratégia e Inteligência Económica

Falar com velhos amigos é sempre muito interessante e reconfortante. Quando temos um jantar com o melhor peixe fresco do mundo, um bom vinho e algum tempo, então, a coisa torna-se uma delícia.

E se os nossos amigos forem gente versada na geopolítica e na geoeconomia temos momentos que valem por anos. Há dias, aconteceu-me um desses jantares.

Nessa noite, a Turquia começava a alargar a sua fronteira sudeste e a entrar Síria adentro e já era claro que o motor económico (há muito parado…) da Europa está a entrar em recessão…

Depois dos “que tens feito, ultimamente” e de recordar bons amigos ausentes, à pergunta “o que estás a achar disto”, eu disse “esta Europa está feita um castelo de cartas pronto a desabar e qualquer coisita pode ser o ‘click’ para a queda…”.

Nem tive, porém, tempo para terminar com um “não quero dizer que tal aconteça necessariamente mas sim que pode acontecer e que, portanto, é preciso pensar o quadro estratégico de um plano B”. O meu amigo tinha-me interrompido para completar “sim e a África está um cemitério e a América do Sul uma coisa entre o cemitério e o inferno”.

Aí, foi a minha vez de dizer “pois e, se o Médio Oriente é uma confusão embrulhada numa “chaos operation”, a Turquia acaba de abrir a caixa de Pandora e ninguém sabe como ela pode ser fechada… Queres um café?”


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