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Domingo, Julho 21, 2024

Nas Caldas discutem-se novas ideias e acções para a Cultura

caldas
A Rota Bordaliana é um dos projectos culturais mais recentes nas Caldas da Rainha

Sentar à mesma mesa os vários intervenientes da vida cultural caldense para se discutir ideias e desenvolver um plano de acção e uma estratégia para as Caldas da Rainha é o objectivo do “Caixa Negra – Reflexão sobre cultura na cidade”.

A iniciativa é de Mariana Calaça Baptista, no âmbito do mestrado de Gestão Cultural que se realiza na ESAD das Caldas da Rainha, e que pretende “resolver uma série de situações que existem no território”.

Numa primeira fase, Mariana Calaça Baptista tem entrevistado várias pessoas que têm contribuído com a sua acção para a dinamização cultural da cidade.

As entrevistas têm sido divulgadas no Facebook, num grupo criado para o efeito, em vídeos onde apenas se ouve e a imagem está a negro.

O projeto surgiu na disciplina de Estudos Urbanos, ministrada pelo professor João Bonifácio Serra (presidente da Fundação Cidade de Guimarães – Capital da Cultura 2012), o qual lançou o desafio aos mestrandos de “pensar a cidade de sonho”.

Depois de uma abordagem mais conceptual, Mariana Calaça Baptista quis aproveitar a sua experiência na área da Arquitectura e inspirou-se num projecto do arquitecto Graça Dias, em Lisboa, que deu origem a um programa de rádio e a um livro, intitulado “Ao volante pela cidade”.  Neste programa, Graça Dias seguia pela cidade no banco de trás de um carro, conduzido por vários arquitectos convidados a quem entrevistava, sobre a evolução urbana de Lisboa e o seu efeito nos cidadãos.

A segunda fase do “Caixa Negra” será criar um plano de acção que analise estratégias e que faça uma diferenciação do que é valor que cada um acrescenta, podendo criar parcerias e sinergias entre eles.

Nesse sentido, está prevista a realização de várias mesas-redondas – a primeira das quais teve lugar a 6 de Fevereiro – onde se procurará discutir a melhor forma de actuar no terreno. “A operacionalização no terreno, se tudo correr bem, será feita através da partilha e do envolvimento das pessoas que queiram colaborar, até porque ainda não existe financiamento para o seu desenvolvimento”, explicou.

Na primeira reunião de plano de acção lançaram-se vários desafios de ideias e será assim até ao final de Junho, com a ideia de fazer um plano de acção por mês, onde se espera que com a contribuição de todos os intervenientes se possa construir uma estratégia para a cidade.

Algumas ideias fundamentais nesta primeira reunião foram a necessidade de um gestor cultural local e a criação de um gabinete de comunicação para a cidade.

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