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João de Sousa

Sábado, Setembro 25, 2021

O fragmento (Eu)

Delmar Gonçalves, de Moçambique
De Quelimane, República de Moçambique. Presidente do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora (CEMD) e Coordenador Literário da Editorial Minerva. Venceu o Prémio de Literatura Juvenil Ferreira de Castro em 1987; o Galardão África Today em 2006; e o Prémio Lusofonia 2017.

Poemas de Delmar Maia Gonçalves

“O fragmento (Eu)”

Sou fogo e lava
Os fragmentos
de que sou composto
reclamam
um pedaço da esfera
do nosso caos.

“Vida renasceu em Nicoadala”

Os pássaros
acordaram esperanças
a morte morreu
e a vida renasceu!

III

Mãe!
Arde em mim
o fogo da verdade
Nada nem ninguém
me pode salvar.

“Silêncio”

Ao incrédulo
responderei
somente com o silêncio
pois para este
só o silêncio fala!

V

“Cinzas”

Canto dormente
sobre as cinzas
da minha tristeza.

VI

Mãe!
Vou ao funeral da verdade
que a mentira
é o rosto dos homens
que plantam a cidade.

“Pudessem…”

Pudessem os bons compreender
que o seu silêncio é também
o suicídio das almas vindouras
Pudessem os bons interiorizar
que só a união faz a força
Pudessem os bons motivar-se
para a acção contra a ditadura da passividade
Pudessem os bons gritar bem alto basta!

VIII

“Viajante”

Ao carregares as angústias
do mundo
cometeste um erro
Esqueceste as tuas angústias.

IX

Mãe!
Nos teus olhos
vejo o exílio forçado.

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