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Sexta-feira, Outubro 22, 2021

Pedro Chorão, o Princípio da Paisagem

Yvette Centeno
Licenciou-se em Filologia Germânica, e e doutorou-se com uma tese sobre A alquimia no Fausto de Goethe. É desde 1983 Professora Catedrática da Universidade Nova de Lisboa, onde fundou o Gabinete de Estudos de Simbologia, actualmente integrado no Centro de Estudos do Imaginário Literário.

Poema de Yvette Centeno

Pedro Chorão

O Princípio da Paisagem

Não havia nada

ao princípio

só o desejo de um sopro

no vazio

um mar azul

a espuma fundida com o céu

aquático

imprevisível

e a sombra de pedras

caminhantes

num espaço não-definido

Eram várias as pedras

ninguém as tinha polido

e aguardavam,

quem sabe o Anjo de Durer

secreto amigo de Pedro,

o pintor reconhecido

porque a ele lhe tinham dado

um tempo que era infinito

e só para ele guardado

As pedras ali ficavam

no seu segredo escondido

o azul a chegar à praia

a espuma a banhar as pedras

que rolavam para o abismo

Pedro já era a Pedra

era esse o seu destino.

(Y.Centeno, 2020)

Pedro Chorão |O Princípio da Paisagem | pintura |19 de Setembro/31 Outubro @galeriamonumental






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