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João de Sousa

Quarta-feira, Outubro 27, 2021

Pela escola amarela e pela de todas as cores

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu, este domingo, 29 de Maio, num almoço com militantes, em Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, que pode ser a Escola Pública “a ser sacrificada” em detrimento da privada, admitindo que existe redundância da oferta educativa e sublinhando não ser “evidente que a turma que deve ser fechada é a turma que tem um contrato com o Estado, embora não sendo uma escola estatal”.

Assunção Cristas defendeu fazer sentido olhar para os critérios e “decidir se, nalguns casos, não deve ser a escola privada ou do sector cooperativo a ser sacrificada, mas deve ser a escola pública que, claramente, não deve abrir mais uma turma”.

Para a líder do CDS-PP, “quando há menos crianças, a pergunta que deve ser feita é se, no mesmo território, há mais oferta educativa daquilo que são as crianças para ocuparem essa oferta educativa, se devemos entender que sempre o que deve fechar é a turma do sector cooperativo ou, nalguns casos, não faz sentido que seja essa a turma a fechar ou a turma a não abrir por escassez de alunos”.

Estas afirmações de Cristas foram proferidas  no mesmo dia em que ocorreu, em Lisboa, uma manifestação de apoio aos colégios privados com contrato de associação, que teve lugar em frente ao Parlamento.

 

Igreja católica detém 27 dos colégios com contratos de associação

A manifestação contou com o apoio da igreja católica e de vários políticos do CDS-PP, entre os quais a sua recém-empossada presidente e o ex-ministro Pedro Mota Soares (na imagem).

A generalidade da imprensa tradicional, fez eco dos números avançados pela organização da manifestação, a“Defesa da Escola Ponto”, que afirma ter reunido “dezenas de milhares de manifestantes”; em tom dramático, na intervenção de Manuel Bento, director do Movimento, perante os mesmos foi anunciado  “Tenho uma má notícia…para o Governo. Somos quarenta mil aqui, hoje.”

pedro-moita-soaresAgendada para as 15h00, bem depois da missa matinal, a “manif” dos colégios privados contou com o apoio da conferência episcopal, “na defesa do direito constitucional da liberdade de ensino”, noticia o Diário de Notícias (DN). Segundo o mesmo jornal, a igreja católica conta com 27 colégios com contratos de associação, dos quais apenas 14 poderão abrir novas turmas de início de ciclo no próximo ano lectivo, na sequência da decisão do Ministério da Educação.

De acordo com um comunicado dos bispos, divulgado pelo DN, foi declarado o apoio a todo o tipo de acções que, “com ordem e civismo, defendam a liberdade de os pais escolherem a escola e os projectos educativos que desejam oferecer aos seus filhos, pais que pagam os seus impostos, mesmo optando pelo ensino público em escolas geridas por entidades particulares”.

 

Movimento em defesa da escola pública convoca “manif” para 18 de Junho

pela-escola-publicaEntretanto, nas redes sociais, está a ser convocada uma manifestação para o próximo dia 18 de Junho, no Parque Eduardo VII. Denominada “Em Defesa da Escola Pública”, a manifestação foi convocada pelo Movimento com o mesmo nome e conta com o apoio da Fenprof.

O comunicado divulgado pela Federação Nacional de Professores (Fenprof)  anuncia ainda um  Abaixo Assinado/Petição com recolhas públicas de assinaturas pela “escola pública de qualidade e democrática”.

O Abaixo Assinado/Petição já conta com mais de 30 mil assinaturas e as recolhas serão a 1 de Junho, a partir das 17h30 na Feira do Livro e a 3 de Junho, a partir das 16h30 no Largo de Camões, ambos em Lisboa.

Entre os principais apoiantes da petição, contam-se nomes como Arménio Carlos, Sérgio Godinho, Heloísa Apolónia, António Capelo (actor), Joana Mortágua, Fausto Bordalo Dias (músico), Mário Nogueira, Manuel Loff (Historiador e professor universitário), Miguel Tiago e Pedro Abrunhosa.

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