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Sábado, Novembro 27, 2021

Portugal vai ter um Banco ético?

Paulo Vieira de Castrohttp://www.paulovieiradecastro.pt
Autor na área do bem-estar nos negócios, práticas educativas e terapêuticas. Diretor do departamento de bem-estar nas organizações do I-ACT - Institute of Applied Consciousness Technologies (USA).

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Serviços financeiros ao serviço do bem comum, economia de partilha e cooperação. Estes são apenas alguns dos exemplos que movem o projecto FESCOOP , cooperativa para o desenvolvimento de Finanças Éticas e Solidárias. A sua fundação terá lugar no próximo dia 26 de Novembro, Sábado, no Teatro do Bairro, pelas 10 horas .

A Fescoop será uma cooperativa multiserviços que nos seus próximos passos irá capitalizar (cooperantes + capital) para criar uma instituição financeira. Portanto não será, no imediato, um banco mas sim detentora dos capitais de um organismo financeiro futuro.

Quanto valerá a fraternidade económica no futuro do nosso país? Ao certo, apenas sabemos que o sistema bancário e financeiro em Portugal contribuiu com mais de 20,6 mil milhões de euros em dívida soberana e mais de 12,6 mil milhões de euros de deficit entre 2007 e 2015. Estes são os números da banca de casino. Refiro-me aos bancos tradicionais. Ainda haverá quem se pergunte se necessitamos da banca e de finanças éticas? Penso que não! Para esta cooperativa a resposta está na criação de uma plataforma de Banca e Finanças Éticas em Portugal.

Para que tenha um noção do que estamos a falar, por exemplo, a Aliança Global para uma Banca com Valores (Global Alliance for Banking on Values), com sede na Holanda, congrega mais de 30 instituições financeiras, 200 milhões de clientes e milhares de milhões de dólares administrados. Em Espanha uma só instituição financeira deste tipo, o banco ético TRIODOS, tinha em 2015 mais de 1000 funcionários. Investindo nas áreas sociais, culturais e ambientais gerindo um património de mais de 12 milhões de euros.

Não posso deixar de referir um nome incontornável quando pensamos na Banca Ética na península ibérica, Joan Antoni Melé, um ser humano excelentíssimo, um mestre da ética e da consciência para a banca e para as finanças. Para ele toda a minha gratidão, obrigado Joan.

Partindo de um conjunto de palavras pouco comuns quando pensamos no sector financeiro, como por exemplo, transparência, compromisso, sustentabilidade, justiça, proximidade, inclusão, solidariedade, diversidade, humanismo,…, a Fescoop pretende congregar diferentes áreas e valências sociais , culturais, ambientais, …

A Banca ética, em geral, contribui para a criação de uma comunidade de valores e sentimentos trazendo um novo nexo para a actividade financeira. Bem necessitamos disso, acredito. Aqui fica o desafio!

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