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Domingo, Novembro 28, 2021

A BoCA Bienal fecha com chave de ouro cheia de música

BoCA Bienal 2019 remata com programação musical de luxo: Julius Eastman por Kukuruz Quartet, Linn da Quebrada, Jonathan Uliel Saldanha, João Pais Filipe e concerto de homenagem a Helena Almeida

A edição de 2019 da BoCA está a chegar ao fim, depois de cinco semanas ininterruptas de uma programação intensa e ecléctica, que passou pelas artes visuais, performance, artes cénicas e, claro, música.

É precisamente nessa nota que encerra a sua sexta e última semana: com não um, não dois, mas sete concertos entre as cidades de Lisboa, Porto e Braga.

Estreia absoluta de Kukuruz Quartet em Portugal para interpretar a obra de Julius Eastman, nas Carpintarias de S. Lázaro

Kukuruz Quartet a interpretar Julius Eastman (Foto: © Andrew Roth)

Pela primeira vez em Portugal, mais precisamente em Lisboa, estará Kukuruz Quartet a interpretar Julius Eastman. O quarteto suíço traz-nos um concerto para quatro pianos que dará vida à obra de Julius Eastman (1940-1990), pianista e compositor afro-americano.

Com um trabalho bastante experimental que incluí letras chocantes alinhadas com melodias introspectivas, a música de Eastman questiona as normas, tanto dentro da disciplina artística como em relação à vida em geral. Concerto intitulado “Piano Interpretations”, a ter lugar dia 27 de Abril, às 22H, nas Carpintarias de São Lázaro.

Concerto de Linn Quebrada no Lux

Linn Quebrada no Lux (Foto: © Hugo Dourado)

Outro momento imperdível desta semana será a festa de encerramento da BoCA que conta com concerto de Linn da Quebrada.

Intitulado “Pajubá”, nome que se refere ao dialecto falado por gays e simpatizantes no Rio de Janeiro, este show de funk carioca contará ainda com vários Djs, vocalistas e bailarinos como BadSista, Jup do Bairro, Dominique Vieira e o DJ Pininga. A 30 de Abril, às 23H, no Lux/Frágil.

Jonathan Uliel Saldanha e o seu novo concerto-performance

“Scotoma Cintilante”, a nova criação de Jonathan Uliel Saldanha (Foto: © Jonathan Saldanha, Ricardo Megre)

No mesmo dia, no Teatro Nacional São Carlos, decorrerá “Scotoma Cintilante”, a nova criação de Jonathan Uliel Saldanha.

Trata-se de um concerto-performance, que se estreou no Porto e agora vem para Lisboa, para colocar no palco do Teatro São Carlos algo pouco comum: uma partitura gráfica tridimensional a ser interpretada por um coro misto de cegos. Será às 20H, com entrada livre.

A instalação e performance do baterista João Pais Filipe

“Voluta”, a primeira instalação do baterista e percussionista João Pais Filipe (Foto: © Ana Vieira de Castro)

Outra nova criação é “Voluta”, a primeira instalação do baterista e percussionista João Pais Filipe. A inaugurar a 26 de Abril na Casa do Volfrâmio, uma casa transparente no meio da vegetação que rodeia o Mosteiro de Tibães, em Braga.

Para “Voluta”, o músico construiu vários gongos, cada um com formas e relevos diferentes, que agora deixará suspensos em forma de espiral (daí o título da obra).

Os gongos podem ser activados pelos visitantes, e em duas sessões especiais (26 e 27 de Abril) a instalação ganha carácter de performance com João Pais Filipe a activá-los ele mesmo.

3 concertos de homenagem a Helena Almeida em Lisboa, Porto e Braga

“Sente-me, Ouve-me, Vê-me”, homónimo à obra de Almeida (Foto: © Helena Almeida, “Ouve-me”, 1979)

Por fim, a 26, 28 e 29 de Abril terão lugar três concertos de música contemporânea dedicados à artista plástica Helena Almeida. Braga, Porto e Lisboa, respectivamente, receberão o projecto “Sente-me, Ouve-me, Vê-me”, homónimo à obra de Almeida.

Esta iniciativa integra-se no Projecto Educativo da BoCA, e iniciou os ensaios em Janeiro de 2019, colocando alunos de três Universidades de Música de Lisboa, Porto e Braga sob a tutoria de três curadores de arte (Ana Cristina Cachola, Delfim Sardo e Filipa Oliveira), e dois compositores (Dimitrios Andrikopoulos e Diogo Alvim).

Este projecto de formação e criação musical resulta então num concerto tripartido que promete estabelecer novas relações entre as artes visuais e a música contemporânea.

BoCA, ainda para ver…

Até dia 30 de Abril, ainda muita BoCA para ver, ouvir e sentir também com as obras em permanência de Marina Abramovic, Willliam Forsythe, Meg Stuart, André Romão, Horácio Frutuoso, Tania Bruguera e Diana Policarpo, nas várias cidades.

Para mais informação consulte detalhe toda a programação no website BoCa.


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