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João de Sousa

Sábado, Setembro 18, 2021
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Nome do autor

Vítor Burity da Silva, Angola

Ph.D em Filosofia das Ciências Políticas. Doutor Honorário em Literatura e Filosofia. Professor Honorário de Filosofia da Educação. Professor Universitário. Investigador. Escritor.
154 Artigos
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Bebi da sua arte

Deitei-me ontem aqui à beira de um rio baldio sonhando já. Desvendei nele a coragem de viagens infinitas, o percurso sinuoso das suas artes...

Escrever é uma triste felicidade

Quem diria tal insúbita vontade? Segregados os lemas numa castrada avenida por tantos olhares que divagam espumas vagarosas que divertem sem espasmo o engasgo...

O amor esvoaça tresmalhado de belo

Seria um sorriso aquele abraço matinal. Esvoaça a alegria neste pasto de tantos a festejarem a existência, encontro de cânticos apenas entre nós, que...

Obrigado Pai

Que cada silêncio abandone a ira e siga rumo, cada descoberta nas recordações esplêndidas nestas misturas da existência para criarmos caminho mesmo que só...

Observatório do tempo

Uma manhã que se veste de silêncio onde caminhos se abrem, sorri devagar a vanguarda olhando de soslaio o caminhar desejoso de caminhantes em...

Que adianta cansar-me?

Viajo este interior aberto onde passos se ouvem num corredor chamado vida, uma rotina sensível que abranda as esquinas e nos ensina a aprender...

O cheiro de uma vida

A espuma esvoaça a tarde quente desta cidade adormecida no trânsito. Sinto o odor efémero das quimeras vendidas ao avulso pelos cantos...

Escrever

Ao lado obuses. E longe estrondos. Talvez me calce de roupas nuas como a lágrima dos meus últimos sonhos. Que horas serão? ...

A cascata do absinto sinto sono

À cabeceira a jarra vazia cheirava a amorfo como os garfos do jantar deitado, a meu lado sozinho o tempo em mim coisa horrível,...

Há sempre um paladar diferente

Naquele almoço à beira-mar a tarde fluía nem mesmo assim devagar, a gente falava do tempo e a sombra parecia sublime sobre os troncos...

Qualquer coisa como pensar apenas

Um tom verde talvez me consuma como um albatroz sem rumo, talvez ouça a tua voz cantada naquela serenata incontida nos versos que lera...

Dizedor do impossível

Sim, onde está a mentira desses dizedores que alimentam e cultivam o que se diz? Exclama a calma solvida e dúvidas nas arestas...

A métrica certa para viagens em papel rasurado

Um dia, sentado naquele banco de jardim onde só eu me via, era diferente dos outros. Sentia, ainda que disfarçadamente, a cor branda de relvas...

Por cima dos calabouços dos mestres

Via esquecido e olhando pensava, que coisa!, a vida anda, é verdade, e com que pernas nos leva? O rosto começa a enxugar-se de malhas...

Espero por Agosto

Talvez muito rapidamente tudo aconteça, é uma vontade inócua que recua de vez em quando sobre o despertador acordado na mesinha esquecida à cabeceira...

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