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Domingo, Agosto 14, 2022

Évora transborda cultura para além das muralhas

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“Excesso de oferta, dirão alguns. Capacidade de atracão da cidade e capacidade de trabalho e mobilização dos que por cá trabalham a Cultura” afirma Eduardo Luciano, responsável pelo pelouro da cultura do município de Évora, a propósito dos últimos dias vividos na cidade alentejana.

Inúmeras notícias, textos diversos, fotografias e vídeos, estão a ser publicados por estes dias nos mais diversos meios e canais de comunicação generalistas e especializados, que “veiculam a marca de Évora como cidade que acolhe a diversidade de expressões culturais, e se afirma como cidade de encontros mediados pela arte”, adianta o Vereador.

A EXIBExpo Ibero-americana de Música, Festival de Comédia d’Évora, Capot Fest, Ponto e Alto, ou as curtas-metragens Plein Super, foram alguns dos pontos altos dos fluxos culturais que convergiram entre os dias 4 e 8 de Maio, animando os dias e noites da capital do Alentejo que este ano está a comemorar 30 anos de Património Mundial.

Na passada semana diversos locais da cidade foram evadidos por músicas diferentes que fizeram vibrar públicos distintos. “Do Palácio D. Manuel à Arena de Évora, do Teatro Garcia de Resende ao Palácio do Barrocal (Páteo do Inatel), da sala da SOIR Joaquim António de Aguiar ao Jardim Público, dos largos e praças das freguesias urbanas aos de Valverde ou  de S. Miguel de Machede, até à Praça do Giraldo, viveram-se por estes dias tons e sons memoráveis”, sublinha a autarquia presidida pelo comunista Carlos Pinto de Sá.

Músicos vindos de vários pontos do mundo, do país, de todo o Alentejo, misturaram-se com criadores e produtores locais fazendo propostas que mereceram a atenção e os aplausos de diferentes públicos.

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“O fadista Camané foi visto e ouvido na noite de sábado por cerca de 800 pessoas na Arena de Évora”, refere a autarquia em comunicado enviado à imprensa.

O Capote Fest, que se “propôs reforçar Évora  no roteiro da nova  música portuguesa”, celebrou uma vasta planície de sonoridades, com bandas emergentes e outras já afirmadas.

A autarquia destaca também, o Ponto Alto, 1.º Festival de Cante Alentejano que no dia 7 animou São Miguel de Machede. O Grupo de Cantadeiras de São Miguel de Machede e o Grupo de Cantadores “Os Marchantes”, em colaboração com a comissão local de festas promoveram um conjunto de originais de Cante Alentejano, em torno dos temas associados ao “DIA DA ESPIGA.

Évora também oferece teatro, cinema e outras expressões artísticas. “Outra primeira edição registada, no início do mês, foi o Plein Super, um Festival de Curtas-metragens, oriundas de cerca de 10 países diferentes, a que se juntaram as marionetas do Trulé em vários pontos da cidade e de algumas freguesias do concelho. Neste caso, o propósito foi divulgar vários trabalhos cinematográficos e animar o espaço público entre 4 e 7 de Maio”, conclui a autarquia eborense .

E se há toda esta dinâmica cultural em Évora, não é só o público que ganha com isso. O crescimento do turismo nos últimos anos é também um facto evidente, com taxas de ocupação praticamente a 100%, todas as semanas, tendo mesmo esgotando particularmente nesta primeira semana de Maio.

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