Diário
Director

Independente
João de Sousa

Quinta-feira, Maio 30, 2024

Villa Medici, Diego Velázquez

Guilherme Antunes
Guilherme Antunes
Licenciado em História de Arte | UNL

“Villa Medici”, de Diego Velázquez. Velázquez não pintava o que via, mas como via.

Pode ser da antinomia entre a realidade e a visão que os olhos de Velázquez constroem uma pintura como que intangível. Ela não provém de nenhuma realidade do quotidiano, mas antes dando a impressão que ela provém do simples aparecimento. A visualidade do grande mestre é mesmo motivo de especulação face ao seu aparelho óptico, que se admite poder ter tido alguma deficiência e, assim, conseguir sem esforço, este “olhar” novo e superlativo na História da Pintura.

Esta obra-prima da autoria do maior de todos os pintores de todos os tempos, no dizer do admirável Picasso, atinge uma tal magnitude no conjunto da sua obra total, que permite acentuar uma atmosfera vaporosa de um instante. Aqui «começa a verdadeira musicalidade na pintura». Velázquez não pintava o que via, mas como via. Em nenhum momento a sua pintura nos dá ideia daquelas formas parecerem naturalistas, mas provindas, antes, de uma simples batida de vento (por exemplo), inalcançáveis e de mera contemplação.

Informação adicional

Artista: Diego Velázquez
Título: Vista del jardín de la Villa Médicis
Dimensões: 83,5 cm x 61,4 cm
Material: Óleo sobre tela 
Criação: 1630
Local: Museu do Prado, Madrid, Espanha
Período: Barroco

 


Nota de edição

Diego Velázquez
1599-1660

Diego Rodríguez de Silva Velázquez  nascido em Sevilha, foi um pintor espanhol.

Era um artista individualista do período barroco contemporâneo, importante como um retratista. Além de inúmeras interpretações de cenas de significado histórico e cultural, pintou inúmeros retratos da família real espanhola, outras notáveis figuras europeias e plebeus.

Desde o primeiro quarto do século XIX, a obra de Velázquez foi um modelo para os pintores realistas e impressionistas, em especial Édouard Manet que chegou a afirmar que Velázquez era o “pintor dos pintores”.

A grande maioria dos seus quadros estão no Museu do Prado.


Receba a nossa newsletter

Contorne o cinzentismo dominante  subscrevendo a Newsletter do Jornal Tornado. Oferecemos-lhe ângulos de visão e análise que não encontrará disponíveis na imprensa mainstream.

 

Receba a nossa newsletter

Contorne o cinzentismo dominante subscrevendo a nossa Newsletter. Oferecemos-lhe ângulos de visão e análise que não encontrará disponíveis na imprensa mainstream.

Artigo anterior
Próximo artigo
- Publicidade -

Outros artigos

- Publicidade -

Últimas notícias

Mais lidos

- Publicidade -