Diário
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João de Sousa

Terça-feira, Setembro 28, 2021

Céu Africano

Delmar Gonçalves, de Moçambique
De Quelimane, República de Moçambique. Presidente do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora (CEMD) e Coordenador Literário da Editorial Minerva. Venceu o Prémio de Literatura Juvenil Ferreira de Castro em 1987; o Galardão África Today em 2006; e o Prémio Lusofonia 2017.

Poemas de Delmar Maia Gonçalves

I

“Céu Africano”

O céu
nem sempre
é cinzento
Por vezes
chega a ser azul
Nunca é verde
Apesar da morte
há o parto.

 

II

“Inventário de mim”

Fiz
um novo inventário
de mim mesmo
e encontrei
um espelho
vazio de mim
e cheio de nada!

 

III

“O fragmento(Eu)”

Sou fogo
e lava
Os fragmentos
de que sou
composto
reclamam
um pedaço
da esfera do nosso caos.

 

IV

“Luabo”

Em Luabo
plantaram-se tumbas
no lugar
de um paraíso açucarado.

 

V

“O vento”

Estava a pensar
sentar-me ao relento
para sentir a frescura do vento.

Estava a pensar
dormir ao relento
para domar a força do vento.

Mas o vento
é açambarcador
Não posso estar por isso
ao relento.


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