Diário
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João de Sousa

Domingo, Setembro 25, 2022

Céu Africano

Delmar Gonçalves, de Moçambique
Delmar Gonçalves, de Moçambique
De Quelimane, República de Moçambique. Presidente do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora (CEMD) e Coordenador Literário da Editorial Minerva. Venceu o Prémio de Literatura Juvenil Ferreira de Castro em 1987; o Galardão África Today em 2006; e o Prémio Lusofonia 2017.

Poemas de Delmar Maia Gonçalves

I

“Céu Africano”

O céu
nem sempre
é cinzento
Por vezes
chega a ser azul
Nunca é verde
Apesar da morte
há o parto.

 

II

“Inventário de mim”

Fiz
um novo inventário
de mim mesmo
e encontrei
um espelho
vazio de mim
e cheio de nada!

 

III

“O fragmento(Eu)”

Sou fogo
e lava
Os fragmentos
de que sou
composto
reclamam
um pedaço
da esfera do nosso caos.

 

IV

“Luabo”

Em Luabo
plantaram-se tumbas
no lugar
de um paraíso açucarado.

 

V

“O vento”

Estava a pensar
sentar-me ao relento
para sentir a frescura do vento.

Estava a pensar
dormir ao relento
para domar a força do vento.

Mas o vento
é açambarcador
Não posso estar por isso
ao relento.


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