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Sábado, Novembro 27, 2021

Odebrecht: polícia brasileira investiga suspeitas de suborno ao presidente do Perú

odebrecht
A polícia brasileira está a investigar suspeitas de suborno por parte da Odebrecht, a maior empresa de engenharia da América Latina, que terá pago 3 milhões de dólares a Ollanta Humala, presidente do Perú.

O chefe de Estado do país negou as acusações e chamou à capital peruana o embaixador brasileiro no país para ter informações oficiais sobre este inquérito.

De acordo com a Agência Reuters, as suspeitas devem-se ao facto de terem sido encontrados documentos, propriedade de Marcelo Odebrecht, antigo CEO da empresa familiar, com o título “Programa OH”, que se julga serem as iniciais do presidente peruano.

Os fundos não foram atribuídos a nenhum fim específico. O procurador-geral do Perú afirmou que, devido à imunidade presidencial, Humala não poderá ser investigado pelas autoridades, até terminar o seu mandato em Julho.

A Odebrecht conseguiu na última década vários contratos no Perú, que valem biliões de dólares, incluindo a construção de uma pipeline de gás natural (obra estimada em 5 biliões) durante o mandato de Humala, depois do único adversário no concurso ter sido desqualificado à última hora num leilão público.

Esta investigação surge numa altura em que a campanha para o sucessor de Ollanta Humala está complicada para o partido do ainda presidente peruano. O candidato Julio Guzman, segundo colocado nas sondagens para as eleições em Abril, afirmou na rede social Twitter que o actual presidente deveria ser impedido de deixar o Perú até que as investigações sobre o alegado suborno fossem concluídas.

Recorde-se que a maior investigação anti-corrupção realizada até hoje no Brasil levantou suspeitas sobre a Odebrecht: esta seria a líder de um esquema de fixação de preços entre firmas de engenharia, envolvendo a firma petrolífera Petróleo Brasileiro, SA e utilização de fundos para subornar oficiais, muitos na coligação da presidente Dilma Rousseff.

Marcelo Odebrecht foi preso em Junho do ano passado e está a ser julgado por corrupção e branqueamento de capitais, acusações que nega.

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