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Quarta-feira, Dezembro 8, 2021

Caso Odebrecht: Mulher de suspeito de corrupção admite pagamentos

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Mónica Moura, publicitária e mulher de João Santana, responsável de marketing político, admitiu que a empresa de ambos recebeu 3 milhões de dólares da Odebrecht numa conta no estrangeiro, destinadas a pagar dívidas de campanhas políticas realizadas em Angola, no Panamá e na Venezuela.

De acordo com a Folha de São Paulo, a publicitária prestou depoimentos às autoridades e admitiu que outros pagamentos (4,5 milhões de dólares) de um lobbysta (responsável por fazer lobby a favor de uma empresa ou instituição) provinham de negócios noutros países.

O casal foi preso pela Polícia Federal do Brasil a 23 de Fevereiro, depois de terem tido ordem de prisão pelo magistrado Sérgio Moro. São acusados de receberem ilegalmente 7,5 milhões de dólares (cerca de 30 milhões de reais) do estrangeiro. Este valor não foi declarado à Receita Federal do Brasil, nem pelo casal, nem pelas empresas das quais ambos são sócios.

As investigações a suspeitas de corrupção no Brasil envolvendo a Odebrecht fazem parte da Operação Lava Jato. O jornal paulista revela que as autoridades suspeitam que os 3 milhões de dólares pagos pela Odebrecht a João Santana podem estar relacionados com campanhas políticas do PT (Partido dos Trabalhadores) e com desvios da Petrobras, acusações negadas pela defesa do suspeito. O advogado do casal afirma que o único crime cometido foi o de manter no estrangeiro valores não declarados às autoridades fiscais brasileiras.

O especialista em marketing, suspeito de corrupção e suborno, conseguiu eleger sete presidentes em África e na América Latina.

 

O que é a Operação Lava Jato?

Esta operação é considerada pelos media brasileiros a maior investigação sobre corrupção conduzida até hoje no país. Começou por investigar uma rede de “doleiros” (pessoas que compram e vendem dólares no mercado paralelo) que actuavam em vários estados, descobrindo-se um vasto esquema de corrupção na Petrobras, a principal empresa petrolífera brasileira, que envolve vários políticos de vários partidos e as maiores empreiteiras do Brasil.

Neste caso, a Odebrecht foi indiciada, pela primeira vez, em Junho de 2015, uma vez que tem negócios com a Petrobras. Novos contratos foram entretanto proibidos, uma vez que a empreiteira está sob investigação.

O escândalo levou à prisão de vários empresários e políticos, e manchou a imagem de Dilma Rousseff, presidente brasileira, havendo sectores da população que exigem um processo de impeachment para afastá-la do poder.

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