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Domingo, Outubro 24, 2021

Assunção Cristas e a “brigada de reacção rápida”

Estrela Serranohttps://vaievem.wordpress.com/
Professora de Jornalismo e Comunicação

A frase de Paulo Portas “as redes sociais estão a transformar os partidos políticos em “brigadas de reacção rápida” assenta que nem uma luva à líder do CDS Assunção Cristas. Com efeito, deslumbrada com o sucesso circunstancial da sua candidatura à câmara municipal de Lisboa, Cristas tem vindo a insistir num discurso demagógico, populista e grosseiro.

O Parlamento tem sido o palco principal da exibição do discurso populista de Assunção Cristas sobretudo nas discussões com o primeiro-ministro nas quais frequentemente o pé  lhe foge para o chinelo, por exemplo, a chamar “mentiroso” ao primeiro-ministro (para depois ser desmentida)  que não se coaduna com a imagem elistista que noutros momentos deu de si, quando afirmou  “Eu tenho calçado botas e calças de ganga muitas vezes para estar nos bairros sociais”. 

A sessão pública na Universidade de Aveiro em que o governo assinalou dois anos de funções fez uma vez mais Assunção Cristas soltar a língua e descer ao nível do carroceiro. Disse Cristas que  se o Governo tivesse um pingo de vergonha” cancelaria a sessão que organizou em Aveiro”.

“Pingo de vergonha” não teve Cristas ao emprenhar pelos ouvidos (para usar linguagem semelhante à sua) sem se informar minimamente, repetindo as atoardas que ouviu ao PSD ou que algum conselheiro ignorante lhe segredou. Sendo Cristas uma professora universitária devia respeitar o trabalho da universidade de Aveiro que serviu de base à sessão de perguntas ao governo. Devia sobretudo respeitar os cidadãos que nela participaram e a que comparou com os “tempos das crianças contratadas como figurantes”.

E, já agora, num tempo em que se exigem pedidos de desculpa aos governantes quando o Estado falha, deviam também exigir-se pedidos de desculpa à oposição quando insulta cidadãos e entidades cuja credibilidade é posta injustificadamente em causa.

Assunção Cristas transformou-se na líder de uma “brigada de reacção rápida”, na expressão feliz de Paulo Portas, uma líder que corre atrás da primeira bujarda que lê nas redes sociais, nos jornais ou nas televisões, transformando o debate político num concurso de insultos e grosserias.

Os cidadãos insultados aguardam o seu pedido de desculpas.

Exclusivo Tornado / VAI E VEM

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