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Sexta-feira, Outubro 22, 2021

O teu filho será escravo!

Paulo Vieira de Castrohttp://www.paulovieiradecastro.pt
Autor na área do bem-estar nos negócios, práticas educativas e terapêuticas. Diretor do departamento de bem-estar nas organizações do I-ACT - Institute of Applied Consciousness Technologies (USA).

Face ao eminente fim do trabalho/emprego, discutir um rendimento de cidadania, por exemplo um RBI, partindo da discussão económica ou financeira é uma tremenda hipocrisia.

Ao contrário do que muitos poderão imaginar, as revoluções não acontecem pela fome ou pela miséria. Elas ocorrem pela mudança de consciência. Ela, a consciência, vive na condição anímica, onde moram os sentimentos, as emoções e até as virtudes.

Enquanto não formos capazes de discutir um rendimento cidadão incondicional e para todos, partindo daqui e não dos orçamentos, dos financiamentos, da contabilidade pública, onde unicamente poderemos dignificar a existência material do ser humano, não vamos conseguir mudar o mundo. Infelizmente…

Como bem saberão, o ensino para todos, a saúde para todos, a segurança para todos, não foram conseguidos partindo da realidade económica ou financeira no nosso país. Não teria sido possível implementá-los se assim fosse. Por que seria diferente com um rendimento cidadão?

Trata-se, portanto, de uma falsa questão querer saber onde se vai buscar o dinheiro sem antes reflectir a propósito dos sentimentos que justificarão, por exemplo, um Rendimento Básico Incondicional e para todos.

É uma lamentável armadilha…

A consciência é imaterial. Por que dependeríamos do material para justificar uma revolução quando ela é justa para todos? Assim sendo, não entendo a obsessão pelo dinheiro dos detractores do RBI…

A luta terá de ser pela mudança da consciência e essa independe da vontade das finanças públicas. Acredito…

Esta reflexão é de superior importância, especialmente, num momento onde reconhecemos, já entre nós, novas formas de escravatura.

Dar alforria aos escravos na América do norte, ou aos do Brasil, colocou dúvidas intransponíveis. A liberdade seria a ruina dos países, da sua economia e o fim da sociedade da época.

Ninguém iria querer trabalhar, acreditavam os mais esclarecidos. Mas assim não foi…

Ainda há esperança!

 

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