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Quinta-feira, Dezembro 9, 2021
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Nome do autor

Delmar Gonçalves, de Moçambique

De Quelimane, República de Moçambique. Presidente do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora (CEMD) e Coordenador Literário da Editorial Minerva. Venceu o Prémio de Literatura Juvenil Ferreira de Castro em 1987; o Galardão África Today em 2006; e o Prémio Lusofonia 2017.
144 Artigos
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O regresso adiado de Malfez Razão Cassamo

"O melhor de uma verdade é o que dela nunca se chega a saber" Vergílio Ferreira Malfez Razão Cassamo ia para Lisboa, viver na Freguesia de...

Minha pátria

Poemas de Delmar Maia Gonçalves I Minha pátria é o rio dos Bons Sinais Por lá navego com a constância das ondas Foi lá que bebi sura dos seios de Augusta Era doce...

Mamã

Poemas de Delmar Maia Gonçalves I Mamã deixa-me gritar a voz da revolta amordaçada pelo tempo Não quero que a esperança morra Porque em mim acordou insónias!   II "Vozes" Vozes ancestrais me murmuram Com que propósitos me murmuram? Vozes ancestrais me...

Céu Africano

Poemas de Delmar Maia Gonçalves I "Céu Africano" O céu nem sempre é cinzento Por vezes chega a ser azul Nunca é verde Apesar da morte há o parto.   II "Inventário de mim" Fiz um novo inventário de mim...

Em Moçambique…

Poemas de Delmar Maia Gonçalves I "Em Moçambique..." Em Moçambique ainda há Corvos de mau agoiro com sorrisos de Hienas e um voraz apetite de Abutres.   II Em Homoíne destilam-se lágrimas no vapor do tempo das balas.   III "Vida...

Cinzas

Poemas de Delmar Maia Gonçalves I "Cinzas" Canto dormente sobre as cinzas da minha tristeza.   II "Silêncio do exílio" No silêncio do exílio profundo perde-se o fio da palavra vital.   III "Silêncio" Ao incrédulo responderei com o silêncio pois para...

Soam os tantans da guerra

Poemas de Delmar Maia Gonçalves I Soam os tantans da guerra e o rosto da morte revisita solo pátrio.   II Na Gorongosa o medo amanheceu fantasmas de morte e a vida congelou almas de desespero.   III Sempre...

Lágrimas

Poemas de Delmar Maia Gonçalves I "Lágrimas" As lágrimas secaram no espectro da bala perfurante e a palavra morreu no exacto momento do parto.   II "A espera" Todos dias novo parto todos dias nova morte A réstea de esperança ou...

Pássaros livres

Poemas de Delmar Maia Gonçalves "Pássaros livres" Já não há Pássaros livres e os que há já não estão predispostos ao voo Estão inertes ansiando as balas.   "Zalala" O céu amplamente azulado cobrindo as...

Incógnito

Poema de Delmar Maia Gonçalves "Incógnito" Eu cidadão qualquer de um mundo que já existe e ninguém reconhece Vou driblando os postes esguios e tortuosos por entre os seixos e pedras dos...

Mulher

Poemas inéditos de Delmar Maia Gonçalves "Mulher" IV Algo me chama para ti algo me impele para ti Será o teu olhar será a tua voz será o teu corpo será o...

Lá vai o General

Poemas inéditos de Delmar Maia Gonçalves "Lá vai o General" Lá vai o General o General sem rosto mas perfeito sempre perfeito Apesar de tudo não sente a falta dos cifrões não usa...

África

Poemas inéditos de Delmar Maia Gonçalves "África" Já que o velho Imbondeiro adormeceu ressequido Em quantas partes dividiremos o Pão da nossa Fome?   "Alienação" Construíram um altar onde todos os dias prostrados gritamos vivas ao Deus Cifrão! Receba...

O silêncio e Eu

Poema inédito de Delmar Maia Gonçalves "O silêncio e Eu" Sempre me tratou por tu o silêncio. Tamanha era a nossa intimidade. Meus gritos de revolta eram mudos mas ecoavam pelo mundo! Receba a nossa newsletter Contorne o...

Porvir

Poema inédito de Delmar Maia Gonçalves Porvir Os versos tornar-se-ão espadas e as espadas água que saciará a sede aos famintos e finalmente veremos o alvorecer e alcançaremos o cume da montanha mais alta. Receba...

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