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João de Sousa

Domingo, Outubro 24, 2021

Ramanujan

Yvette Centeno
Licenciou-se em Filologia Germânica, e e doutorou-se com uma tese sobre A alquimia no Fausto de Goethe. É desde 1983 Professora Catedrática da Universidade Nova de Lisboa, onde fundou o Gabinete de Estudos de Simbologia, actualmente integrado no Centro de Estudos do Imaginário Literário.

Poema de Yvette Centeno

Ramanujan

(uma história de vida)

O que foi para ele

ver o infinito?

O abismo dos números,

o suporte mais secreto

do mais secreto universo

carregado de deusas

que a ele se revelavam

de noite

enquanto dormia?

Mas ninguém acreditava.

Jovem,

matemático dotado,

os números eram

a busca

a religião revelada

só a quem os procurava.

Deus

tinha o mundo ordenado

pela seriação dos dias.

Ao sétimo descansou

mas deixou no ser humano

uma contagem

que tinha de ser infinita…

Ramanujan, indiano,

foi buscar em Inglaterra

quem pudesse compreender

até o que ele não sabia…

A morte foi ter com ele

quando regressou à Índia

sua pátria muito amada.

Tinha visto o infinito

o corpo ardeu numa pira

e a obra ficou contada

na história da sua vida.

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